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Com desaceleração, IPCA acumula alta de 4,78% em 2022

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,47% em maio. A variação do indicador oficial da inflação brasileira foi divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2022, o IPCA já acumula alta de 4,78%. Em 2022, o teto do sistema de metas inflacionárias é de 5%, mas o governo e o Banco Central já admitem que o limite será estourado.

A alta ficou abaixo da esperada pelo mercado financeiro. A mediana da agência Bloomberg, por exemplo, apontava uma expectativa de alta de 0,6%.

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Em abril, o IPCA havia subido 1,06%, maior variação para o mês desde 1996. No acumulado de 12 meses encerrados em maio, o Índice registra alta de 11,73% - abaixo dos 12,13% marcados em abril por este critério.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, oito tiveram alta. Único grupo a registrar queda (-1,70%), Habitação teve um um impacto de -0,26 pontos percentuais no índice do mês. A queda se deu majoritariamente por conta da redução dos preços da energia, ocorridos após alterações tarifárias.

"Como esperado, a inflação desacelerou em função da queda do Grupo Alimentação. Os itens que mais pesaram na inflação foram as passagens aéreas e os produtos farmacêuticos. O item transporte explicou 64% - equivalente a 0,3 pontos percentuais - da inflação de maio", aponta o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça.

Com menor impacto (0,09 pontos percentuais), o grupo Vestuário foi o que registrou maior variação, com alta de 2,11%.