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Com conta de luz mais cara em dezembro, inflação de 2020 deve ficar acima da meta

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A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de elevar o valor da conta de luz deve pressionar a inflação do ano – medida pelo Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a ficar acima do centro da meta estabelecida pelo governo. Caso a tendência se confirme, 2020 repetirá a mesma situação vivida em 2019.

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O sistema de metas de inflação estabelece anualmente um marco, definido pelo próprio governo, com o objetivo de nortear a política monetária do País. Na fórmula, há o centro [objetivo ideal], o teto e o piso. Os dois últimos foram definidos 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, respectivamente.

O regime de metas inflacionárias – instituído no Brasil no governo FHC – define que ao estabelecer estes pontos, busque um compromisso no combate à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ou seja, a inflação deve ficar dentro de um limite de tolerância dentro de uma faixa estabelecida.

Em 2020, o centro da meta estabelecida pelo governo é de 4%. O teto e o piso são, portanto, de 5,5% e 2,5%, respectivamente. Projeções feita por analistas colocam que o IPCA deve ficar em 4,2% ou 4,3% este ano com o aumento na conta de luz.

Com a volta da bandeira vermelha no patamar 2 – valor mais alto a ser cobrado pela tarifa de energia e que estava inativo desde maio de 2020 por conta da pandemia – há um acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. O anúncio foi feito pela Aneel na segunda-feira (30).

Por conta do peso da energia elétrica no orçamento doméstico de pessoas e famílias mais pobres, a inflação sentida na base social brasileira deve sofrer uma elevação ainda maior.