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Cientistas alertam que zerar emissões de gases de efeito estufa até 2050 é “tarde demais” para evitar desastre climático

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Chegar a zero emissões de gases de efeito estufa até 2050 agora é “tarde demais” e não atingirá as metas de temperatura definidadas no Acordo de Paris, de limitar o aquecimento global a 1,5 ° C até o final do século. O alerta consta em relatório divulgado na quarta-feira (25) pelo Conselho Consultivo de Crise Climática (Climate Crisis Advisory Group, em inglês).

Com base no Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado recentemente, os cientistas afirmam que as metas de emissões globais atuais são inadequadas e que estratégias de emissões negativas são necessárias.

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O relatório sugere que mesmo que os países atinjam zero emissões de gases de efeito estufa em meados do século, isso não traz impactos para os gases de efeito estufa que já estão na atmosfera, com concentrações de gás carbônico que podem chegar até 540 partes por milhão.

Para Mercedes Bustamante, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) e membro do CCAG, a ampliação das metas para incluir emissões negativas ressalta a importância do setor de mudanças de uso e cobertura da terra.

“A conservação e restauração dos ecossistemas naturais, em particular na região tropical, e o manejo adequado dos sistemas agropecuários oferecem oportunidades significativas para contribuir com o esforço global de limitar os impactos das mudanças do clima”.

O relatório - o terceiro de uma série de análises feitas pelo CCAG - foi divulgado pela Agência Bori.