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Cesta básica encarece em todas capitais pelo 2º mês seguido

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Cesta Básica janeiro de 2022

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicou que o preço da cesta básica aumentou em todas as capitais sondadas, fenômeno que se repete pelo segundo mês seguido. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6).

De acordo com o Departamento, os maiores aumentos ocorreram nas seguintes cidades: Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A capital que teve o aumento menos intenso foi João Pessoa (1,03%).

Em números absolutos, São Paulo segue sendo a capital com preço mais elevado - R$ 803,99. Em seguida estão Florianópolis (R$ 788,00), Porto Alegre (R$ 780,86) e Rio de Janeiro (R$ 768,42). No Nordeste, que juntamente com a região Norte tem uma outra composição da cesta, foram registrados os menores valores: Aracaju (551,47) e João Pessoa (R$ 573,70).

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Na comparação de 12 meses - entre abril de 2021 e o mês deste ano - a cidade que acumula maior alta é Campo Grande, com 29,93%. João Pessoa registra a menor variação por este critério - 17,07%.

Levando-se em conta o caráter nacional do salário mínimo e o maior preço da cesta registrado no país, na capital paulista, o Dieese, como usual, recalculou qual deveria ser o salário necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas.

"Em abril de 2022, o salário mínimo deveria equivaler a R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o mínimo [oficial] de R$ 1.212,00. Em março, o valor necessário era deR$ 6.394,76, ou 5,28 vezes o piso mínimo", diz a pesquisa.

Com base nos dados, o Dieese também calcula quanto tempo de trabalho é necessário para comprar a cesta mais cara do país, além do quanto da renda média é comprometida.

"Em abril de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 124 horas e 08 minutos, maior do que o registrado em março, de 119 horas e 11 minutos. O trabalhador remunerado
pelo piso nacional comprometeu em média, em abril de 2022, 61,00% do rendimento para adquirir os produtos da cesta, mais do que em março, quando o percentual foi de 58,57%", finaliza o documento.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos foi iniciada em 1959, na cidade de São Paulo.