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Centrais sindicais se unem em torno da defesa do emprego

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Imagem do site Recontaai.com.br

Frente aos Planos de Demissão Voluntária do Banco do Brasil e a saída da Ford do Brasil, centrais sindicais se unem na defesa dos empregos.

O calendário mudou, mas o ano de 2020 – ao que parece – não teve fim. A pandemia continua ceifando vidas e empobrecendo a população; já a política liberal segue aprofundando problemas para o cidadão comum.

Se no início de 2020 a perda de empregos se deu por conta do isolamento social necessário e o fechamento de pequenas e grandes empresas no setor de serviços, em 2021 a crise recaiu sobre os trabalhadores da indústria.

Perda de empregos e renda em cadeia

A “fuga” da Ford e os 5 mil empregos fechados na indústria deixarão um rastro de destruição. Além dos empregos diretos, postos de trabalho na cadeia de produção [que alimentam a montadora] também devem ser perdidos. No mesmo sentido, serviços que atendem às empresas e seus empregados provalvemente também acabarão.

Atentas a isso, as centrais sindicais se uniram para organizar os trabalhadores, empregados e desempregados, para assim construir a resistência. De acordo com nota enviada à imprensa, as entidades sindicais pretendem propor e dialogar em torno de um projeto nacional de desenvolvimento.

Entre outras ações, realizarão uma manifestação no dia 21/01 em Concessionárias de revenda Ford, um símbolo do processo.

Veja os principais trechos do documento:

Centrais Sindicais e Sindicatos unidos na defesa do emprego

As centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB, reunidas virtualmente nesta quarta-feira (13/01) no Fórum das Centrais Sindicais, debateram sobre as dramáticas notícias para os trabalhadores brasileiros neste início de ano: o fechamento da Ford, o fechamento de agências do Banco do Brasil e as milhares de demissões anunciadas na segunda-feira (11).

O anúncio do fechamento da Ford – empresa presente no Brasil há um século – se soma aos anúncios de fechamento da Mercedes-Benz, da Audi e de outros milhares de fechamentos silenciosos de micro, pequenas e médias empresas. Essas empresas receberam ao longo de décadas – e continuam a receber – bilhões de reais em incentivos e benefícios fiscais.

A atitude da Ford, sem diálogo e depois de tudo que recebeu e ganhou, demonstra o absoluto desrespeito com o País e desconsideração com o povo brasileiro.

Mais um caso concreto do processo de desindustrialização e de desmonte das políticas de conteúdo nacional que avançam de maneira praticamente irreversível, fragilizando todo o sistema produtivo no comércio, serviços e agricultura e destruindo milhões de empregos diretos e indiretos.

Volta a um passado ainda mais desigual

De acordo com o Fórum das Centrais, “o País regride para a condição de mero exportador de produtos primários como minérios e grãos, levando, neste movimento, a grande maioria dos brasileiros a empobrecer ou cair na miséria, enquanto alguns poucos enriquecem. E o governo Bolsonaro avança na implementação dessa política de destruição e aprofundamento da desigualdade social”.

Deliberações

De imediato, as Centrais Sindicais deliberam para enfrentar a decisão de fechamento da Ford no Brasil:
• Investir na unidade sindical e na construção de iniciativas e ações conjuntas;
• Ampliar e estabelecer diálogo com os parlamentares (senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores) para tratar de iniciativas a serem tomadas em relação à Ford e casos semelhantes;
• Estabelecer diálogo com os Governadores de São Paulo, Bahia e Ceará para a construção de alternativas para o caso Ford;
• Estabelecer cooperação de atuação com entidades sindicais internacionais para denunciar a decisão da Ford no Brasil;
• Produzir informações comuns para alimentar a comunicação.
• Realizar reunião com as 11 Centrais Sindicais, na próxima sexta-feira (15/01), para encaminhar ações unitárias em defesa do emprego, do auxílio emergencial e de vacinas para todos;
• Realizar no dia 21/01 manifestações nas Concessionárias de revenda Ford.
• Propor medidas a serem tomadas na esfera Legislativa e Judiciária

Leia o documento na íntegra aqui.

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Assinam a nota

Sérgio Nobre, Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Miguel Torres, Presidente da Força Sindical. Ricardo Patah, Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores. Adilson Araújo, Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. José Calixto Ramos, Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores. Antônio Neto
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros.