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Centrais sindicais e MST lançam calendário de lutas para 2022

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movimento sindical

Fome, carestia e desemprego serão o mote de manifestações unificadas convocadas pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante todo o ano de 2022 no estado de São Paulo. As datas e horários serão divulgados hoje (14), às 18h, em evento híbrido. A parte presencial acontecerá na cidade de Hortolândia, a 113km da capital do estado, e contará com 500 convidados. Já a transmissão online ocorrerá pelas redes sociais da CUT - @cutbrasil - em cruzamento com a páginas das outras centrais sindicais.

Além das manifestações de rua, o calendário ainda apontará as iniciativas conjuntas das entidades para organizar e mobilizar os trabalhadores das principais cidades do estado. O objetivo é "denunciar, cobrar soluções, apresentar propostas e apoiar a população do Estado para enfrentar os problemas mais graves e urgentes, como a fome, desemprego, a carestia, mobilidade urbana".

Junto aos presidentes das centrais sindicais e líderes do MST, estarão presentes lideranças partidárias, como a presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann; o presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), José Donizette; o presidente estadual do PT, Luiz Marinho; e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Miséria, fome, desemprego e mobilidade urbana

A volta do Brasil ao Mapa da Fome da ONU em 2018 e o apoio aos mais de 12 milhões de desempregados serão também tema do debate no lançamento do Calendário de Lutas. Assim como as soluções possíveis aos problemas que assolam o País e a pressão sobre o atual governo para que a situação seja revertida.

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Haverá um destaque para soluções de mobilidade urbana para a classe trabalhadora, já que o custo familiar com transporte público supera o de gastos com alimentação, segundo dados do IBGE. A situação impede que os trabalhadores desempregados, ou subocupados, possam buscar seu sustento.

"Desde 2016, 46% da força de trabalho sem ocupação se locomove de forma ativa, ou seja, a pé, o que impede aos desempregados a busca por trabalho, conforme aponta pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicada)", afirmam as centrais e o MST. O aumento no valor das tarifas de ônibus e metrô, além do aumento dos combustíveis, como gasolina e diesel, também estarão na pauta.