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Centrais Sindicais chamam de manobra novo programa do governo para retirar ainda mais direitos dos trabalhadores

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programa voluntário

As principais centrais sindicais do Brasil divulgaram uma nota na quarta-feira (2) contra o “Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário e o Prêmio Portas Abertas”, instituído pela Medida Provisória 1999, publicada no último dia 28.

Os presidentes das centrais afirmam que o programa é uma manobra do governo para retirar ainda mais direitos trabalhistas da população: "Através da MP o governo simula enfrentar o desemprego
incentivando as contratações precarizadas e com baixa remuneração pelas Prefeituras. Mais um
golpe contra a classe trabalhadora
", escrevem.

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A nota ainda questiona a criação do programa em um País onde desemprego, desalento e subocupação atingem 29 milhões de brasileiros e a taxa de informalidade chega a 43%. Os presidentes sugerem que o governo deveria se concentrar em criar "empregos decentes". Para tanto, propõem o investimento em infraestrutura e serviços de qualidade.

Críticas a Bolsonaro e pedido ao legislativo

As centrais sindicais criticam a condução dos primeiros três anos de mandato do presidente Bolsonaro e afirmam que o mandatário da Nação "tenta camuflar a miséria crescente com a criação de trabalhos precários, sem direitos e perspectivas, como se desse uma esmola para o povo a fim de ganhar os votos que precisa para se manter no poder e continuar seus males feitos".

Por isso, as centrais sindicais pedem que o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), devolva a Medida Provisória de ofício, ou seja, sem necessidade de votação.

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Assinam a nota:

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Oswaldo Augusto de Barros, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central de Sindicatos do Brasil)
Atnágoras Lopes, secretário nacional da CSP CONLUTAS
Edson Carneiro Índio, secretário geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública, Central do Servidor