Reconta Aí Atualiza Aí Centrais chamam de “absurda” a volta do auxílio emergencial com apenas três parcelas

Centrais chamam de “absurda” a volta do auxílio emergencial com apenas três parcelas

Centrais Sindicais

As centrais sindicais reagiram à proposta do governo de retornar com o auxílio emergencial por mais três parcelas de R$ 200, condicionando o recebimento à frequência de um curso e atrelando o programa à Carteira Verde Amarela. As entidades usam a expressão “absurdo” e “passa-moleque”.

“É um absurdo essa proposta. O que se compra com R$ 200? Para quem é beneficiário do auxílio, o que mais impacta é comida. E a inflação da comida está galopante. É um valor ínfimo”, critica Varlei Ertle, secretário de Assuntos Jurídicos da CUT.

Para Ertle, a ideia de obrigar o trabalhador ou a trabalhadora a frequentar um curso profissionalizante não se sustenta: “Se tiver que pagar, não tem sentido nenhum. Mesmo que não tiver, como a pessoa que está nessa situação, ganhando duzentos reais vai ter condições de fazer curso online? E se for presencial, como vai fazer durante a pandemia? E o deslocamento? Não tem cabimento. Esse governo não conhece a realidade”.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirma que a tentativa de engatar o auxílio à Carteira Verde Amarela “não só não resolve a demanda por apoio econômico” como recoloca “o tema do esfacelamento da legislação trabalhista”.

“Atrelar este programa, que sequer foi aprovado pelo Congresso Nacional, ao ‘Bônus de Inclusão Produtiva’ é somente mais um passa-moleque que o governo Bolsonaro quer dar nos trabalhadores”, dispara.

Outro ponto alvo de questionamentos é a tática de Paulo Guedes de condicionar politicamente a apresentação formal da proposta ao avanço de outras pautas no Congresso, notadamente o corte de despesas e a chamada reforma administrativa.

“A única forma de recuperar a economia é termos um mínimo de incremento. Não tem dinheiro novo, não tem financiamento para pequena empresa. Transferir de um segmento para outro não é investimento”, defende Ertle.

O conjunto das Centrais está em campanha unificada para que o auxílio emergencial seja retomado no patamar de R$ 600 até o fim da pandemia do novo coronavírus.

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