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Centrais brasileiras defendem revogação de reforma trabalhista na Espanha

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Seis centrais sindicais brasileiras divulgaram uma nota pública em defesa do processo de revogação da reforma trabalhista na Espanha. O documento foi divulgado na quinta-feira (5), após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que o processo no país europeu deveria servir de exemplo ao Brasil, posicionamento que gerou críticas ao petista por parte de setores liberais.

No documento, intitulado "Centrais Sindicais saúdam acordo trabalhista espanhol: precarização do emprego não gera desenvolvimento", as entidades lembram o fato de que a chamada reforma trabalhista espanhola, ocorrida em 2012, serviu de modelo para processos de retirada de direitos no Brasil anos depois.

"Entendemos que esse novo acordo pode ser uma sinalização que estimule reabrirmos esse debate também no Brasil. Recordemos que a reforma trabalhista espanhola é fonte de inspiração para realizar no nosso país o desmonte dos direitos, a precarização dos vínculos laborais e o ataque os sindicatos e às negociações", defende o texto.

No mesmo sentido, as centrais sindicais que assinam a nota pública defendem que haja no Brasil uma revisão "da reforma trabalhista de Michel Temer, ampliada e aprofundada por Bolsonaro" - e que qualificam como um "desastre".

"As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma que foi imposta sem um debate social e com um deliberado viés pró capital e antissindical", diz outro trecho da nota.

Assinaram a nota pública os presidentes das seguintes centrais sindicais: Sérgio Nobre (CUT); Miguel Torres (Força Sindical); Ricardo Patah (UGT); Antonio Nesto (CSB); Adilson Araújo (CTB) e Oswaldo Augusto de Barros (CST).

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