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"Cena patética", diz Omar Aziz sobre desfile de tanques na Esplanada

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CPI Covid 4

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado foi iniciada nesta terça-feira (10) com um forte discurso do presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), contra o desfile militar que se realizará em Brasília (DF) no mesmo dia que o Plenário da Câmara deve votar a questão do voto impresso.

"Todo homem público deveria ter medo do ridículo. Cena patética".

Omar Aziz

Aziz afirmou que a demonstração militar só teria razão de ocorrer caso houvesse uma ameaça externa ao País, afirmando que o desfile ocorre por conta da fraqueza de Jair Bolsonaro, "que se sente acuado por investigações, inclusive desta CPI".

"Nós, senadores, não nos curvaremos. O Congresso Nacional não pode se curvar. Deve haver punição para aqueles que falam em golpe, mesmo que de brincadeira", exigiu.

O senador amazonense disse ainda que o papel das Forçar Armadas, "em sua grande maioria por homens sérios e honrados, é proteger a democracia, não ameaçá-la".

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"Bolsonaro não tem direito de usar a máquina pública para ameaçar a democracia que o elegeu. As Forças Armadas jamais poderiam ser utilizadas para atacar a oposição legitimamente constituída", disse ainda.

Jair Bolsonaro tem reivindicado a adoção do voto impresso alegando que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas. O presidente, por exemplo, alega que houve fraude, mesmo reconhecendo não ter provas, nas eleições de 2018, em que saiu vitorioso.

Nesta terça-feira, a CPI deve ouvir o coronel da reserva Hélcio Bruno de Almeida envolvido no caso Davati. Representantes da empresa, que diziam ter doses da vacina Oxford/AstraZeneca, afirmaram à CPI que Helcio Bruno intermediou um encontro para que apresentassem a oferta ao coronel Elcio Franco, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.