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Caged: Brasil fecha 860 mil postos de trabalho em abril

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Imagem do site Recontaai.com.br

Pela primeira vez no ano, o governo solta os dados relativos às vagas de emprego no País.

O Brasil perdeu 860.503 vagas de trabalho em abril.Fonte: Caged

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) teve alterações no levantamento de dados. Porém, mesmo assim, os números de vagas fechadas no mês de abril chocou.

Mesmo quando muitas empresas ainda não tinham fechado devido à quarentena no mês de abril, o número de fechamento de vagas de emprego surpreendeu. Segundo o resultado divulgado hoje (27) pelo Caged, foram fechados 860.503 postos de trabalho.

Foram 1,45 milhão de trabalhadores desligados das empresas, contra 598,5 mil contratados. Esse saldo aponta uma tendência de fechamento de postos de trabalho e não apenas uma flutuação de conjuntura.

Simultaneamente, o relatório também trouxe o dado do salário médio de entrada no mercado para os 598,5 mil contratados. O valor foi de pouco mais de um salário mínimo, cujo valor é de R$ 1.045, ficando em R$ 1.814,62 no mês de abril.

O setor que mais demitiu foi o de serviços, com o desligamento de 362.378 pessoas, seguido pelo comércio (- 230.209) e indústria (-195.968). Já os setores menos afetados foram o da agropecuária, que demitiu 4.999 pessoas e a construção, que demitiu 66.942 trabalhadores.

O mapa da perda de vagas de emprego

As vagas de trabalho foram perdidas em todas as regiões, mas as maiores perdas se concentraram no Sul e o Sudeste.Fonte: Caged

De acordo com o relatório, todas as regiões do País tiveram saldo negativo. Contudo, foi o Sudeste que concentrou as maiores perdas: -450.707 postos de trabalho. Mesmo sendo a região mais populosa do País, o impacto representou o fechamento de 2,24% dos postos de trabalho. A região Sul foi a que mais perdeu: -2,77% dos empregos.

O estado que mais perdeu vagas foi Santa Catarina, com -3,46%. O que menos perdeu foi o Acre, com -0,25%.

Outras modalidades de emprego

Da mesma forma que os empregos formais, vagas de trabalho intermintente e de tempo parcial também tiveram redução. Foram -2.375 de vagas na modalidade intermitente e -9.148 de contratos em regime parcial.

Curiosamente, o número de contratações em ambas as modalidades foi baixíssimo no período: 36 trabalhadores foram contratados por duas empresas e 21 empregados em tempo parcial celebraram acordo em mais de duas empresas. Isso mostra que longe de favorecer o trabalhador, as modalidades são aceitas porque não há vagas formais no mercado.