Pular para o conteúdo principal

Café da manhã com o tradicional pão e manteiga subiu quase 10% nos últimos doze meses

Imagem
Arquivo de Imagem
cafe da manhã

Imortalizado em canções nacionais como Cotidiano - de Chico Buarque e Café da Manhã - de Roberto Carlos, o café da manhã é fundamental para começar um dia de trabalho. Porém, está a cada dia menos acessível. Essa é a constatação de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE).

De acordo com o estudo, o que deveria ser a primeira refeição do dia - o café da manhã - teve um aumento de 9,4% nos últimos 12 meses (de setembro de 2020 a setembro de 2021). Isso se deu porque os produtos mais tradicionais do café da manhã consumidos no País acumularam altas importantes.

O café em pó, por exemplo, teve uma disparada de 28,69% no período; já o pão registrou aumento de 8,13%.

LEIA TAMBÉM:
- Em uma escala de Paulo Guedes, como você se sente hoje?
- Atividade econômica recua 1% em agosto, indica Monitor do PIB-FGV

Além dos produtos mais tradicionais, outros alimentos que compõem a refeição também ficaram muito mais caros, como é o caso do queijo minas (12,7%) e da margarina (24,3%). Conforme aponta a pesquisa, a inflação no preço do café da manhã só não ficou mais alta por causa do leite longa vida, que que registrou uma baixa variação, com aumento de "apenas" 0,67% os últimos doze meses.

Segundo o pesquisador do FGV IBRE responsável pelo estudo, Matheus Peçanha, a tendência é que os preços sigam altos.

“Apesar de várias commodities alimentícias aparentarem ter superado a crise climática, sobretudo milho e soja, a transmissão de preços desde o produtor de ração, passando pelo pecuarista até chegar ao consumidor final leva tempo, e uma nova tendência de alta no câmbio pode atrapalhar o preço do pãozinho”, explica o pesquisador.