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Brasília já conta com 86 Comitês Populares de Luta

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Comitê Popular de Luta

Vamos Todos Juntos pelo Brasil - esse foi o nome dado ao mutirão que reuniu, até agora, 86 Comitês Populares de Luta de Brasília e de todo o Distrito Federal (DF) nos dias 24, 25 e 26 de junho. A atividade teve como propósito a troca de experiências entre os participantes dos comitês e o auxílio mútuo para o fortalecimento das ações que cada um deles desenvolve.

Isabel Gomes, advogada da Caixa aposentada, representante do Comitê Popular em Defesa da Caixa do DF, explica melhor a dinâmica desses espaços de militância: "Cada comitê atua no sentido dos interesses de cidadania de cada grupo". A advogada relata que a experiência do mutirão superou suas expectativas: "Pude constatar o quanto a militância está aguerrida e disposta ao trabalho de base", observou.

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A palavra chave é diversidade

Mulheres da Chaparral; policiais civis antifascismo; bancários em defesa da Caixa; trabalhadores da Câmara dos Deputados; vizinhos de quadra entre outros laços de solidariedade unem a pessoas em torno dos comitês. Comitês cujo trabalho desenvolvido varia entre apresentações musicais,  'faixaços', panfletagens, caminhadas, debates e seminários. Como afirma Isabel, "O trabalho dos comitês é desafiador justamente por ser inédito", a advogada ainda relembra o poeta espanhol Antônio Machado: “Caminhante não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”.

Comitês Populares de Luta devem ir além das eleições

Apesar do público e das ações realizadas serem diferentes, há uma convergência fundamental entre os comitês Populares de Luta: a necessidade de barrar a reeleição do governo Bolsonaro. Mas não só, como opina Isabel, "A ideia é promover a democracia participativa, e não só representativa. Para isso os comitês setoriais e geográficos são indispensáveis, porque é a forma de toda a população participar a partir de sua própria organização".

A fala da advogada revela que esses espaços de militância têm a vocação de serem permanentes: "É uma forma eficiente de permitir uma maior participação do cidadão na gestão pública, uma vez que a democracia representativa tem se mostrado insatisfatória para a população", opina Isabel.

Uma opinião que se junta com a de Leda Gonçalves, uma das organizadoras do mutirão: "O importante é estarmos próximos do povo, nas ruas, nas feiras, nas praças e trazer o povo para perto de nós".