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Brasil sofre com fuga de capitais externos

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Imagem do site Recontaai.com.br

Desde 1996, quando começou a ser medida a série histórica, o número de investidores estrangeiros que retiram seus capitais do Brasil é o mais alto. A fuga de capitais superou inclusive a crise mundial de 2008.

Guga de capitais gera crise em países emergentes como o Brasil.Os dólares estão voando para portos mais seguros.

Em 2008, durante a maior crise financeira mundial do século XXI, os investidores estrangeiros retiraram quase R$ 17 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) a única do Brasil.

Porém, só até agosto de 2019, foram retirados mais de R$ 19 bilhões de investimentos estrangeiros da mesma instituição.

Segundo especialistas, a guerra comercial entre EUA e China, além do fraco desempenho das economias europeias são os motivos da fuga de capitais. Contudo, o risco de recessão global é menos fraco que o risco de uma recessão no próprio país, que vem acumulando índices ruins.

O investimento em países emergentes, como é o caso do Brasil, é feito somente em épocas de bonança na economia mundial. Apesar de gerar mais lucros, os investimentos são mais arriscados, já que há uma leitura internacional de que mercados emergentes são mais voláteis – ou seja, menos estáveis política, jurídica e economicamente.

Fuga de capitais pode aprofundar a crise

Por ora, a Ibovespa segue em alta. Os investidores brasileiros e pessoas físicas seguem sustentando a situação da Bolsa, que acumula mais de 13% no ano.

Com o aprofundamento da crise nacional e a divulgação do dado que dirá ou não se o país passa por recessão técnica, pode gerar uma ‘aversão’ ao risco, ou seja, que os investimentos arriscados na Bolsa dêem lugar a alternativas menos rentáveis, mas mais seguras, mesmo entre investidores brasileiros.

As consequências da fuga de capitais podem ser devastadora para países emergentes. Algumas delas são a redução do PIB, das reservas de capital no sistema bancário, diminuição do investimento no interior do país e aumento dos juros.