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BR Distribuidora é vendida por Petrobras

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Imagem do site Recontaai.com.br

Estatal se desfez de BR Distribuidora, líder no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes no Brasil. Sua excelência era atestada pelo alto volume de vendas em relação aos concorrentes.

A atuação da BR Distribuidora é nacional e atende desde a população até a aviação. A atuação da BR Distribuidora é nacional e atende desde a população até a aviação.

Criada para garantir a distribuição de combustíveis e derivados de petróleo em todo o território nacional, atendendo inclusive os municípios mais longínquos e populações mais isoladas, a BR Distribuidora foi privatizada ontem por R$ 8,6 bi.

Além de sua missão principal, e empresa poderia colaborar na linha de frente para a autossuficiência em combustíveis refinados no Brasil, algo que possibilitaria um incremento grande tanto nas exportações brasileiras, quanto no barateamentos dos preços no país.

Moldes da privatização da BR Distribuidora

A subsidiária da Petrobras foi privatizada por meio de um folow on, ou seja, uma segunda rodada de abertura de capitais. Antes de ontem, a Petrobras detinha 71,25% das ações da BR, ontem vendeu 30% de suas ações, passando a ter 41,25% – ou seja, já não é mais a acionista majoritária que define os rumos da empresa.

Ainda há um lote suplementar de ações que devem ser vendidas, deixando a Petrobras com apenas 37,5% da participação acionária na BR.

Motivos

O motivo alegado para a privatização da BR Distribuidora foi o endividamento da empresa. Porém, esse argumento deixa de fora duas questões importantíssimas – a subsidiária mais do que dobrou seu lucro entre 2017 e 2018, aumento sua capacidade de pagamento. Além disso, o mais importante: a descoberta de enormes jazidas de petróleo e gás no Pré-Sal pressupõe investimentos grandes para a sua exploração e distribuição. Ou seja, a dívida é completamente justificada no momento.

Mais um golpe na soberania nacional

Segundo o economista Henrique Jager em artigo ao GGN, “o benefício gerado pela redução da dívida é menor que a riqueza gerada por esses ativos no longo prazo”. Isso demonstra que o desmonte da Petrobras por meio da venda de suas subsidiárias mais importantes é na verdade um projeto econômico de Estado mínimo.

Retrato do desinvestimento programado na BR Distribuidora

A redução do quadro de empregados coincide com o início da política econômica de austeridade no Brasil e o desmonte da Petrobras. A redução do quadro e a piora nos serviços tem sido usada constantemente no Brasil como forma de ‘forçar’ privatizações.

Gráficos que mostram a evolução do número e da diversidade de trabalhadores da BR Distribuidora.Fonte: Relatório de Demonstrações Contábeis 2017/2018