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Botijão de gás sobe, salário mínimo não tem aumento real e poder de compra cai

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Imagem do site Recontaai.com.br

Enquanto o botijão de gás de cozinha sofre sua oitava alta consecutiva, o salário mínimo segue sem aumento real pelo segundo ano seguido, diminuindo o poder de compra das famílias brasileiras

Em 2020, o botijão de gás de cozinha teve um aumento da ordem de 9,24%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No mesmo período, a  inflação oficial do País fechou com alta de 4,52%, a maior desde 2016 (6,29%). Em outras palavras, o gás de cozinha subiu mais que o dobro da inflação registrada em todo o período no ano passado.

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A principal consequência é que o salário mínimo, reajustado apenas de acordo com a inflação por dois anos seguidos, não repõe esse aumento. Logo, as famílias mais pobres acabam tendo dificuldades para comprar o gás de cozinha, item essencial de toda casa.

A relação entre o botijão de gás e o salário mínimo ao longo dos anos

Doutor em economia, Emilio Chernavsky explica que ao invés de cair, como várias vezes prometeu o ministro da economia, o preço do gás de cozinha tem aumentado fortemente. Por outro lado, pelo segundo ano seguido, o salário mínimo não recebeu nenhum aumento real.

“Com isso, um salário mínimo hoje consegue, em média, comprar três botijões a menos que em 2015, último ano completo do governo Dilma”, explica Chernavsky.

“Enquanto naquele ano o trabalhador que ganhava um salário mínimo gastava em média menos de 6% de sua renda para comprar um botijão, hoje gasta quase 7% [e em alguns lugares do Brasil bem mais que isso], sendo obrigado a cortar outras despesas, mesmo que essenciais”, complementa o economista.

Nessa conta, apenas o gás de cozinha foi citado. Outros fatores também pesam no consumo das famílias, dentre eles, o aumento do preço da alimentação. Nesse sentido, as famílias brasileiras correm o risco de ter cada vez menos alimentos para colocar no fogo.