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Bolsonaro utiliza lema fascista em abertura da Assembleia da ONU

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bolsonaro na onu

Jair Bolsonaro (PL) se valeu da tradição diplomática na qual o chefe-de-Estado do Brasil abre as Assembleias Gerais da ONU para defender seu governo. Durante seu discurso, na terça-feira (20), chegou a fazer referências a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições de 2022.

Mesmo que em um tom mais contido do que por sua passagem por Londres, Bolsonaro não perdeu a chance de fazer um discurso mirando outubro.

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O candidato à reeleição afirmou: "extirpamos a corrupção sistêmica", sem mencionar o desmonte de diversos mecanismos de combate à corrupção ocorrido em seu governo, como a escolha de um Procurador-Geral da República conhecido pelos sucessivos arquivamentos.

Em seguida, fez menção aos escândalos de corrupção na Petrobras e disse que o "responsável" pelos desvios na estatal foi "condenado em três instâncias" - em óbvia alusão ao petista. Obviamente, Bolsonaro não mencionou o fato de seu concorrente não ter pendências com o Judiciário em relação a esta questão.

O atual presidente afirmou que a economia brasileira está se recuperando e defendeu a atuação durante a pandemia, afirmando que "não poupou esforços para salvar vidas" - apesar de todos dados apontarem para a omissão do Executivo no combate à covid-19.

O discurso de Bolsonaro durou quase 20 minutos e entre suas palavras finais citou Michelle Bolsonaro, o 7 de setembro e o lema de origem no fascimo italiano Deus, Pátria, Família.