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Bolsonaro teve relações com grupos nazistas?

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Apesar de erroneamente já ter qualificado o nazismo como um movimento político de esquerda, Jair Bolsonaro (PL) já teve relações ambíguas com grupos que defendem essa ideologia no Brasil. Ou, pelo menos, estes demonstravam apoio a ele.

O nazismo foi uma corrente político-ideológica surgida na Alemanha que pregava a superioridade racial dos arianos - contra judeus e ciganos, por exemplo -, perseguia minorias religiosas e era abertamente anti-comunista e contrária a correntes de esquerda no geral.

A primeira vez que a relação entre Bolsonaro e grupos supremacistas apareceu se deu em 2011. Naquele ano, o agora candidato à reeleição presidencial declarou que seus filhos não eram homossexuais, já que eles teriam sido "bem educados", e afirmou que não falaria sobre "promiscuidade" quando questionado como se portaria caso algum integrante da família namorasse Preta Gil.

A fala do então deputado federal gerou protestos, mas também apoios - de grupos de extrema direita vinculados ao supremacismo branco. Em São Paulo, a Polícia Militar teve que isolar manifestantes contra e a favor de Bolsonaro.

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O então parlamentar agradeceu o apoio: “Fico feliz se o movimento for voltado contra as propostas que estão aí, de invadir as escolas de primeiro grau simulando o homossexualismo e preparando nossos jovens para a pedofilia”.

Outra figura polêmica, Marco Antônio dos Santos é conhecido pela similaridade de suas vestimentas e opções capilares com a do maior liderança nazista: Adolf Hitler. Apesar de negar ser nazista, as semelhanças sempre chamaram a atenção, e não impediram de Jair pousar para uma famosa foto com ele. Santos já foi candidato a vereador no Rio de Janeiro. E recebeu doações de Flávio Bolsonaro.

Apoio

Se Bolsonaro jamais declarou ser próximo de nazistas, por razões óbvias, os grupos brasileiros jamais esconderam suas preferências por ele. E essa admiração é mais antiga que os fatos de 2011.

O apoio a Bolsonaro em fóruns digitais deste grupo data de pelo menos 2004. Supostas cartas e mensagens do próprio político eram divulgadas nestes espaços, sem haver certeza sobre sua origem e a quem exatamente se destinavam.

Em outra famosa foto, já como presidente, Bolsonaro aparece ao lado de Beatrix Von Storch, líder do partido de extrema-direita na Alemanha e neta de um ministro de Hitler. A visita foi articulada por Eduardo Bolsonaro, a ponte da família com movimentos de extra-direita no mundo, e contou também com a presença de Bia Kicis, parlamentar bolsonaristas que raramente esconde sua simpatia por movimentos extremistas de outras partes do mundo.