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Boletim Focus: Mercado projeta inflação maior e piora expectativa de crescimento do PIB

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Boletim Focus - Gráfico com seta para baixo

Os agentes do mercado financeiro consultados pelo Boletim Focus, publicação do Banco Central que sistematiza projeções econômicas, estimam que a inflação ao final de 2021 será de 10,18%. É a 35ª semana seguida que o levantamento aponta alta.

A previsão diz respeito ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa oficial da inflação e foi divulgada nesta segunda-feira (6).

No Boletim passado, a estimativa é de que o índice fecharia 2021 com inflação de 10,15%. Caso a projeção se confirme, a inflação de 2021 irá estourar o teto da meta inflacionária.

O centro da meta de inflação é de 3,75%. O teto e o piso são 5,25% e 2,25%, respectivamente. Os marcos da meta inflacionária são definidos pelo próprio Governo Federal, tendo como objetivo garantir alguma previsibilidade para os agentes econômicos no País.

Para 2022, o Focus também marcou uma alta na projeção da inflação de 5% para 5,02%.

A expectativa para o crescimento econômico, por outro lado, caiu. O Boletim Focus projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto das riquezas produzidas em bens e serviços, de 4,71% em 2021. A expectativa anterior era de 4,78%. Para 2022, a projeção de crescimento passou de 0,58% para 0,51%.

O mercado financeiro manteve a expectativa para a taxa básica de juros - a Selic - em 9,25% ao final de 2021, a mesma projeção da semana anterior.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta terça (7) e quarta-feira (8) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Mais de 100 instituições do mercado financeiro são consultadas pelo Banco Central para a formulação do Boletim Focus.