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Auxílio emergencial: Governo desconhece a realidade do brasileiro

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Imagem do site Recontaai.com.br

São 12,3 milhões de desempregados e 38 milhões de informais. Mesmo assim, o Governo Federal achou que a procura pelo auxílio emergencial não seria grande.

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada no fim de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou a difícil realidade do brasileiro. São 12,3 milhões de pessoas desempregadas e 38 milhões de brasileiros na informalidade.

Mesmo assim, o governo achou que a procura pelo auxílio emergencial não seria grande. Tanto que na noite desta quarta-feira (22), o Ministério da Cidadania divulgou uma nota informando que o pagamento da segunda parcela dos R$ 600 para quem se inscreveu pelo aplicativo ou site não será mais efetuado nesta quinta-feira (23).

De acordo com a Caixa, 45,9 milhões de brasileiros fizeram o cadastro para receber o auxílio emergencial. Somam-se a eles os brasileiros inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais e os que recebem o Bolsa Família – e se enquadram nos pré-requisitos para receber os R$ 600.

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Como fica a situação?

Agora, o governo está sem dinheiro para pagar a segunda parcela para os inscritos. O argumento do ministério, comandado por Onyx Lorenzoni, é de que por conta da alta procura pelo auxílio emergencial será necessário solicitar crédito suplementar ao Ministério da Economia para realizar os pagamentos.

De acordo com a pasta, por fatores legais e orçamentários – pelo alto número de requerentes que ainda estão em análise – o governo está impedido legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela do auxílio-emergencial.

O Ministério explica ainda que somente após a definição da suplementação orçamentária será possível completar o atendimento da primeira parcela e anunciar o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial.