Reconta Aí Atualiza Aí Auxílio Emergencial 2021: População enfrenta filas em agências enquanto concursados da Caixa aguardam convocação

Auxílio Emergencial 2021: População enfrenta filas em agências enquanto concursados da Caixa aguardam convocação

Aglomerações foram registradas em diferentes locais do País no retorno do pagamento do auxílio emergencial 2021, segundo a Fenae

Filas em agências da Caixa Econômica Federal de diferentes locais do País foram registradas com a volta do auxílio emergencial 2021. Aglomerações na pior fase da pandemia de Covid-19 foram reportadas em Pernambuco, Amazonas, São Paulo, Ceará, Pará, Bahia e Rio de Janeiro, entre outros estados, segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).

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Assim como no ano passado, a Caixa é a instituição bancária exclusiva no pagamento do auxílio emergencial 2021. Nesse sentido, a Fenae chama atenção para o fato de que enquanto a população sofre em filas “que se formam até de madrugada” e os “empregados da Caixa se desdobram para prestar a melhor assistência possível a estes brasileiros”, os aprovados no último concurso da estatal aguardam para serem convocados ao trabalho.

Foto: Augusto Coelho/Fenae

“São concursados que foram aprovados legitimamente, querem trabalhar, desejam colaborar com o País, querem ajudar quem depende do auxílio emergencial para sobreviver”, ressalta o presidente da Casa, Sergio Takemoto.

Segundo ele, os concursados têm enfrentado uma série de obstáculos para assumirem o cargo, o que “minimizaria a crescente carência da instituição por novos trabalhadores”. Takemoto acrescenta ainda que o déficit de pessoal do banco se aproxima de 20 mil empregados e as contratações – anunciadas mês passado pela direção do Banco Público – não suprem nem 15% desta carência.

Contratações

Das 7.704 contratações informadas pela direção da Caixa com o argumento de “reforço do quadro” para o pagamento do auxílio emergencial este ano, menos da metade (36%) corresponde a concursados (aprovados em 2014). Sergio Takemoto pontua que entre as 2.766 convocações prometidas já estão incluídas as 566 nomeações anteriormente informadas pela empresa. “Ou seja: na prática, são apenas 2,2 mil convocações — e que nem começaram — para um déficit de quase 20 mil empregados”, reforça Takemoto.

O restante das vagas anunciadas pelo Banco Público corresponde a 1.162 estagiários, 2.320 vigilantes e 1.456 recepcionistas.

Vontade de trabalhar

Cláudio Barbosa, 44 anos, desempregado há mais de sete, foi classificado em 218º lugar para uma das 1.496 vagas abertas ao cadastro-reserva da região de São Paulo (Polo Centro-Oeste/Sudeste). Ele já entregou os primeiros documentos admissionais exigidos para a posse, cuja data não lhe foi informada pela instituição.

“A minha vontade de trabalhar é enorme. Eu quero ser um empregado do Banco; não à toa, aguardo há tanto tempo”, conta Cláudio, graduado em Enfermagem. Ao ressaltar o papel social do banco, o concursado defende: “O Brasil precisa da Caixa. E a sociedade precisa ser melhor atendida. Por isso, são necessárias mais contratações”.

O administrador de empresas Jurandy Carvalho, de 41 anos, é pai de uma filha de 9. Ele foi aprovado em 34º lugar para uma das 155 vagas abertas ao Polo de Salvador (BA). Há duas semanas, Jurandy entregou os exames admissionais. “Mas, não há qualquer sinalização de data para a posse”, lamenta. “Quero assumir o lugar que conquistei [no concurso]; mas, não posso pedir exoneração do meu trabalho atual e correr o risco de ficar desempregado caso o banco não me convoque”, diz.

Na Justiça

A reposição do quadro de pessoal da Caixa é uma demanda histórica dos empregados do Banco Público. No Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, a direção da empresa — por força de decisão judicial — se comprometeu a realizar duas mil contratações.

Trezentos concursados foram convocados em maio do ano passado para atuarem no Norte e no Nordeste. Contudo, o número está longe de ser o ideal, como mostra a Fenae. Estima-se que dos mais de 30 mil aprovados no último concurso, menos de 10% foram chamados.

O descumprimento da determinação judicial e a não admissão dos aprovados no concurso de 2014 é alvo de Ação Civil Pública (ACP) impetrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal (DF) e em Tocantins (TO). Em outubro de 2016, os concursados obtiveram vitória em primeira instância. Na decisão, a 6ª Vara do Trabalho postergou a validade do concurso até o trânsito em julgado (decisão definitiva) do processo.

As informações são da Fenae

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