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Autorização para Caixa DTVM acende alerta sobre futuro do Banco Público, diz Fenae

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Imagem do site Recontaai.com.br

O Banco Central (BC) autorizou o funcionamento da Caixa Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), despertando preocupação sobre o provável impacto negativo para o futuro do Banco Público e seus programas sociais. A autorização do BC foi confirmada nesta segunda-feira (27).

A Caixa Asset conta com 426 fundos e R$ 693,9 bilhões em ativos sob gestão, o que a coloca, segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), na quarta posição das maiores administradoras de recursos financeiros do país. Ainda de acordo com a entidade, a prestação de serviços dos Fundos de Investimento e Carteiras Administradas representa a quarta maior receita da Caixa (mais de 9%).

“Abrir mão desse negócio é como vender nossos melhores ativos, aquilo que temos de mais valioso e pode comprometer a rentabilidade da Caixa”, alerta o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

A Fenae lembra que a criação da DTVM segue os passos da abertura de capital da Caixa Seguridade, quando 17% da subsidiária foi vendida por meio de IPO. A gestão do banco ainda pretende abrir para o mercado outras subsidiárias, como a Caixa Cartões, as Loterias e o ainda nem criado Banco Digital – alguns dos setores mais estratégicos e rentáveis da estatal.

“É um processo de fatiamento da estatal similar ao que foi feito com a Petrobras. O banco vai sendo desvalorizado aos poucos, até ser vendido totalmente por um valor baixo. A conta fica para as dezenas de programas sociais históricos da Caixa, que se tornam inviáveis. Não podemos permitir isso”, reforça o presidente da Fenae.

As informações são da Fenae