Reconta Aí Atualiza Aí Teto de gastos é reafirmado por Bolsonaro

Teto de gastos é reafirmado por Bolsonaro

Em pronunciamento após reunião entre Executivo e Legislativo, Bolsonaro afirma que a economia está reagindo e que o Teto de Gastos continuará em vigor.

“Progresso, desenvolvimento e bem-estar do nosso povo”, foi assim que o presidente Bolsonaro buscou definir a política fiscal brasileira sob o comando do ministro Paulo Guedes. O presidente reafirmou a manutenção do Teto de Gastos para o ano 2021 e a necessidade da responsabilidade fiscal. Dessa forma, segundo Bolsonaro, “o Brasil reagirá”.

A reunião ocorreu depois da “debandada” de Salim Mattar, secretário de Desestatização e Privatizações, e do secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel do governo. Sob fortes críticas do ministro Paulo Guedes, o governo decidiu reagir apoiando a política ultraliberal que ele propõe.

A mão que afaga Guedes é a mesma que dá banana ao povo

Reforma Administrativa, privatizações e empenho, mesmo em ano eleitoral, foi mais uma das coisas que Bolsonaro prometeu. Nesse sentido, afirmou que tais reformas serviriam para “destravar a economia e colocar o Brasil no local em que sempre mereceu estar”. Resta saber se a utopia do presidente se harmoniza com a maior parte do povo brasileiro.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, assim como David Alcolumbre, presidente do Senado, apenas repetiram o que foi dito pelo presidente do poder Executivo.

Contudo, Maia ainda cobrou do presidente Bolsonaro uma proposta de Reforma Administrativa. E disse que o Congresso Nacional está pronto para votá-la.

Outros pontos sobre os quais os dois poderes – Executivo e Legilativo, convergem, são a Reforma Tributária e as privatizações. Exatamente a linha que Guedes adota na disputa contra os militares do governo.

Teto de Gastos inviabiliza investimentos em Saúde, Educação e Assistência Social

De acordo com Alcolumbre, “Vivemos hoje no Brasil, assim como vive o mundo, uma pandemia”. Porém, o que pode ser visto dentro e fora do país é que pobres e pessoas que têm menos acesso à saúde são exatamente as que perecem.

Mesmo assim, o lamento pela morte de 100 mil brasileiros não parece tão sincero. Ao contrário, o presidente do Senado diz que é necessário convencer o povo de que a diminuição do Estado será benéfica ao país. Assim, mesmo em meio à pandemia, o país – que ocupa o segundo lugar de mortes por Covid-19 no planeta – quer convencer os pobres a pagar a conta, cortando seus próprios direitos constitucionais.

A alardeada responsabilidade social, citada por Alcolumbre, é conversa pra brasileiro se iludir.