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Tesouro defende concursos só após reforma administrativa

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, defendeu que a realização de novos concursos públicos na esfera federal só ocorra após a aprovação da reforma da administrativa pelo Congresso Nacional.

O projeto em elaboração pelo Planalto deve rever regras do funcionalismo público, incluindo a estabilidade. De acordo com declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta não deve incluir os atuais servidores públicos.

A fala de Almeida reforçou que os atuais integrantes do serviço público não serão incluídos nas mudanças. No entanto, para quem ingressar no serviço público após a reforma administrativa, uma das ideias prevê que a estabilidade só poderá ser conquistada após um período probatório de até dez anos.

“O ideal seria esperar, porque se começa a retomar os concursos públicos antes de fazer a reforma administrativa, o pessoal que vai ingressar pelas regras atuais já está definido por 30 anos”, declarou ao jornal carioca O Dia.

O secretário, de outro lado, reconheceu a necessidade de reposição de vagas em alguns setores governamentais. “É muito claro que é preciso concurso para renovar as carreiras. Mas, hoje, um grande problema que tem no serviço público é que os salários de entrada são altos. E, depois, a pessoa chega muito rápido ao final da carreira, então perde um pouco de estímulo”, concluiu.

Calendário

Guedes, em um seminário da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na última sexta-feira (7), prometeu que a reforma será encaminhada ao Congresso ainda essa semana. É possível que a proposta seja fatiada para facilitar a tramitação legislativa. Foi neste evento que o ministro levantou polêmica ao chamar servidores de “parasitas”.

Um ponto que deve ficar fora da reforma, por ora, são os salários no serviço público.