Reconta Aí – Atualiza Aí PIX: Como funciona essa modalidade bancária para empresas e MEI?

PIX: Como funciona essa modalidade bancária para empresas e MEI?

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O artesão e fundador das Marias Bordadeiras, Aurélio Prado, vende seus produtos e cursos de bordados pelo Instagram e vê no PIX uma chance de facilitar o recebimento e aumentar a clientela. “Tenho clientes que preferem ia ao banco sacar dinheiro do que pagar taxa de transferência”, explica o microempreendedor individual.

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O PIX é o mais novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Ele começa a funcionar somente em 16 de novembro, mas os cadastros das chaves de acesso já estão sendo realizados pelas instituições financeiras. Mas o que os empresários estão achando?

De acordo com o especialista em Ecommerce da SysCoin, Leonardo Miranda, o QR Code será muito utilizado em sua loja. “Basicamente a maquininha [de cartão] vai atender somente quem quer parcelar o valor. Quem pagaria no débito ou por transferência bancária vai acabar fazendo pelo PIX”, diz Miranda, relatando que ainda vai acabar economizando um pouco mais com taxas de maquininha.

Além da facilidade em realizar TEDs, DOCs e até pagamentos de boletos 24 horas por dias, durante 7 dias por semana, as empresas e os MEIs poderão ter seus próprios QR Codes. Com eles, será possível receber pagamentos de clientes que vão usar apenas a câmera do celular para ler o código e, em seguida, finalizar a compra.

No entanto, o PIX é gratuito somente para pessoa física. Empresários relatam que até o momento, mesmo após o cadastro das chaves de acesso, as instituições financeiras não informaram nada sobre taxas. Mas é bom ter em mente que o Banco Central permite que os bancos taxem tanto o recebimento de pagamentos quanto as transferências entre pessoas jurídicas.

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O outro lado do PIX para empresários

A gestora e produtora de negócios criativos, Valéria Amorim, sempre teve um pé atrás com transações bancárias virtuais. Com o tempo ela foi se rendendo ao digital e já até aderiu ao PIX. “O que me chamou atenção foi conseguir fazer pagamentos e transferências em horários fora do expediente e fins de semana”, explica.

Mas para ela o novo sistema não vai fazer muita diferença na hora de receber dinheiro dos seus clientes. “A maioria dos meus trabalhos são com o fundo de apoio à cultura e os pagamentos feitos pela iniciativa pública são todos em cheque”. De acordo com Valéria, essa realidade não deve mudar.

Mauro Gonçalves, administrador e gerente do restaurante Aquela Parmê, em Brasília, compartilha de um sentimento parecido. Hoje em dia, cerca de 85% dos seus clientes fazem pagamento no crédito e, segundo ele, por enquanto deve continuar assim.

“No cartão de crédito eu pago taxas, então é claro que eu prefiro receber imediatamente. Mas acredito que os clientes devem aderir vagarosamente neste início. Vamos incentivar o pagamento pelo PIX com descontos, assim como fazemos com pagamentos à vista”, conta Gonçalves.

No entanto, o gerente do restaurante diz que, caso seu banco não cobre taxas pelas transações do PIX, ele vai acabar economizando com TEDs e DOCs. “Realizamos muitas transações desse tipo para pagar fornecedores e colaboradores”, finaliza.

Vale ressaltar que existe ainda uma outra possibilidade de taxação e, neste caso, será tanto para pessoa física quanto jurídica. Isso porque o PIX pode ser atingido pela nova CPMF digital, caso o Congresso Nacional aprove a alíquota de 0,2% sobre movimentações financeiras. É bom que todos fiquem atentos ao que pode vir por aí.