Reconta Aí Atualiza Aí Caixa “Nada mais importante do que a unidade da categoria frente aos ataques deste Governo”, diz João Fukunaga

“Nada mais importante do que a unidade da categoria frente aos ataques deste Governo”, diz João Fukunaga

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Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga criticou os ataques que o BB vem sofrendo por parte do Governo

Período difícil por conta da pandemia de coronavírus, funcionários do Banco do Brasil e empregados da Caixa realizam seus encontros estaduais e nacional, pela primeira vez, por videoconferência.  Entre os temas a serem debatidos, está a defesa pela manutenção dos Bancos Públicos – uma reação em meio às declarações do ministro da economia, Paulo Guedes, de vender as estatais.

O 36º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) será realizado nos dias 10 e 11 de julho. O 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, nos dias 10 e 12 de julho.

“Nossa expectativa no 36º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa é muito boa, muito grande. É um Congresso de resistência que se chama Defesa da vida, saúde e direitos na Caixa 100% Pública. Devem participar mais de 600 empregados da Caixa na sua preparação e durante o Congresso”, disse Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).

João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, criticou os ataques que o Banco do Brasil vem sofrendo por parte do ministro Paulo Guedes e do presidente do Banco Público,  Rubem Novaes.

“O Congresso vai abarcar a defesa do Banco do Brasil [como banco público], a organização do movimento e a campanha salarial dos bancários. Teremos discussões sobre os ataques vindos da Previ sobre a saúde suplementar e previdência complementar, e também aos ataques à própria empresa, dada as declarações do ministro da Economia de privatizar o Banco do Brasil”, apontou Fukunaga.

Durante os dois dias do Congresso do Banco do Brasil, questões como saúde, teletrabalho, remuneração e PLR serão debatidas. Para tanto, Fukunaga considera imprescindível a união da categoria:  “Isolados, sofreremos ataques direto do Governo Federal”, disse.

“Basta ver as empresas estatais, a Petrobras…o nível que está a posição do Governo Federal para não negociar com os sindicatos. Nossa maior vantagem  é a mesa única da categoria bancária – somos fortes lá. Sairemos do Congresso com uma campanha em defesa do Banco do Brasil e também uma organização para campanha nacional dos bancários”, adiantou.

Dionísio Reis aponta que o Conecef deve mobilizar os trabalhadores da Caixa em torno da defesa dos bancos públicos e empresas públicas, além de condições de trabalho, do Saúde Caixa e da Funcef, entre outros temas. 

“Trazer a defesa dos direitos da nossa convenção coletiva, do acordo coletivo, por mais contratações. Temos muito pelo que lutar”, disse Reis.  

Calendário

Segundo a Contraf-CUT, o calendário da Campanha Nacional dos Bancários segue com as seguintes datas: