Reconta Aí Atualiza Aí Mobilizações bolsonaristas e de oposição se equilibram no Twitter

Mobilizações bolsonaristas e de oposição se equilibram no Twitter

Nos últimos dias, o embate entre as militâncias bolsonaristas e oposicionistas no Twitter tem ficado menos desigual. Até antes do inquérito das Fake News e operações da PF contra aliados de Bolsonaro, a militância bolsonarista era muito superior. Em março, por exemplo, na convocação para a marcha #15M contra o Congresso e o STF, feita pelo presidente e pelos seus principais apoiadores, o aumento foi de 550% em 48h a partir da noite de 25 de fevereiro. A Sala de Democracia da FGV DAPP registrou: “no dia 24 de fevereiro, haviam sido registradas 127 mil menções aos protestos, já saltando para 231 mil no dia seguinte (quase o dobro) e, em 26 de fevereiro, chegando a 830 mil.”

Trendinalia e o tempo das menções

Agora, nesta última semana, a disputa ficou mais próxima. Parte dessa queda pode estar associada ao escândalo Queiroz, preso há duas semanas em Atibaia. Neste sábado (27/06), a #HaddadEraMelhorOpcao ficou 8h45 entre os assuntos mais falados do Brasil, enquanto as tags bolsonaristas #Bolsonaro2022 e #BolsonaroConstruindoOBrasil ficaram 5h30, de acordo com o site Trendinalia. Já na terça-feira (30), a #ConteUmaMentiraDoBozo ficou 13h05 entre os assuntos mais falados do Brasil, enquanto a tag bolsonarista #LeiDaCensuraNão ficou 11h40.

Na quinta-feira (25/06), o termo “Bolsonara”, que viralizou após o dono de uma cachorra chamá-la assim em um vídeo onde a criticava, ficou 15h15 entre os assuntos mais falados do Brasil, enquanto a tag bolsonarista #PL2630Nao ficou 10h20. Isso mostra um pouco da rejeição que o presidente vem tendo na rede, já que não se tratava de uma ação específica de uma militância, mas de um vídeo que viralizou pelo teor humorístico.

Ampliação do desgaste

O desgaste bolsonarista nas redes se ampliou devido à pandemia e a crise de imagem do governo com as demissões de dois ministros da Saúde em menos de um mês, além das provocações governistas a autoridade do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Mandetta, por exemplo, mobilizou 60% do debate político, uma base maior do que a de apoio ao Bolsonaro no Twitter, segundo estudo da FGV DAPP. Ainda, segundo a Sala de Democracia da FGV, dois momentos deram alívio à militância Bolsonarista: na crise entre o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e o STF e também na mobilização contra a operação da PF no inquérito das fake news.