Reconta Aí Atualiza Aí Opina Aí #LivedoReconta: “É muito fora de lógica falar em privatização do Banco do Brasil”, diz Débora Fonseca

#LivedoReconta: “É muito fora de lógica falar em privatização do Banco do Brasil”, diz Débora Fonseca

Débora Fonseca, conselheira representante dos Funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil (Caref), participou hoje (25) de uma conversa com a equipe do Reconta Aí. No bate papo virtual, pode expor seus argumentos contrários à privatização do Banco Público, um dos maiores da América Latina e todo focado na condução de políticas públicas.

“É muito fora de lógica quando se fala em privatização. É como se fosse vender a casa para morar de aluguel. Isso não faz o menor sentido. É uma empresa pública que tem uma função social e ainda dá lucro”, disse.

Se de um lado o presidente da instituição, Rubem Novaes, deu sinais de que não vai sossegar enquanto não privatizar o BB, na outra ponta está Jair Bolsonaro, que já mencionou que este não seria o momento para falar na sua venda. Ainda que Novaes argumente que há ônus por ser uma instituição pública, Débora rechaça a informação de que se fosse vendido, renderia o dobro do lucro.

“Entram numa lógica de que se vendesse, renderia o dobro. Mas para quem [renderia o dobro de lucro]? Para o mercado financeiro pois deixo de ter um instrumento de politica pública e passo a ter mais um banco”, disse, complementando a importância do Banco Público em setores como o agronegócio.  “O  Banco do Brasil é responsável por quase 70% do crédito agro-brasileiro. Os bancos privados absorveriam isso?”, contrapõe.

Débora também falou sobre  a linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe), a qual já está em operação no Banco. No primeiro dia de abertura da linha do Pronampe foram 5.500 propostas aprovadas e R$ 269 milhões em crédito liberado. A expectativa é que o montante chegue a R$ 3,7 bilhões liberados.

“Imagina o impacto que isso tem na economia ao pensar que as micro e pequenas empresas no Brasil são as que mais empregam. Estou falando em salvar 54% dos empregos no Brasil. Esses R$ 3,7 bilhões vão entrar nas empresas e gerar, conseguir pagar salário de seus funcionários, recuperar suas atividades econômicas e deixar de demitir”.

Afinal, o Banco do Brasil será privatizado? Assista a entrevista completa aqui.