Reconta Aí – Atualiza Aí Impacto da redução do auxílio emergencial será sentido de setembro a dezembro

Impacto da redução do auxílio emergencial será sentido de setembro a dezembro

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O comércio vem sofrendo com a pandemia do coronavírus desde março/abril, quando as medidas restritivas começaram a ser adotadas. Só que mesmo após a flexibilização, o impacto na economia continua amargo para os brasileiros.

Dados da Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid 19 nas empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que quatro em cada 10 empresas ainda percebem impacto negativo da pandemia.

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De 3,2 milhões de empresas em funcionamento na primeira quinzena de agosto, 38,6% ainda perceberam impactos negativos decorrentes da pandemia em suas atividades.

No entanto, esse impacto negativo é maior entre as empresas de pequeno porte, com até 49 funcionários (38,8%).

Para o economista do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, as informações da pesquisa são preocupantes. “Cinco meses depois do início da pandemia, quase 40% das empresas ainda sentem os impactos negativos. É um percentual muito alto”, ressalta.

Os setores da construção (47,9%) e do comércio (46,3%) foram os que mais sofreram no início de agosto. Mas entre as regiões do País, os maiores percentuais de impactos negativos foram no Sudeste (43,6) e no Norte (41,9%).

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Auxílio emergencial e a economia

O auxílio emergencial é de extrema importância para a economia brasileira. Ao analisar o mais recente boletim regional do Banco Central é possível observar que o auxílio de R$ 600 ajudou a sustentar o consumo nas regiões mais pobres do País.

Mendonça explica que o impacto do auxílio emergencial é maior na região Nordeste em relação às outras regiões. “A queda do valor [de R$ 600 para R$ 300] será sentido em toda a economia e esses percentuais poderão mudar para pior nos próximos levantamentos”, acrescenta o economista citando a pesquisa do IBGE.

De acordo com a Caixa, as regiões Norte e Nordeste concentram 45,5% dos pagamentos do auxílio. Um total de R$ 81,5 bilhões liberados até o fim de agosto. E esse dinheiro fez diferença, principalmente, no consumo de bens e serviços essenciais.

Tanto que na pesquisa do IBGE, o Nordeste é a região com menor incidência de efeitos negativos na economia (20,4%). Além disso, é onde ocorre a maior percepção de impactos positivos.

Para Mendonça, os efeitos da redução do auxílio emergencial para R$ 300 serão sentidos daqui pra frente. De acordo com ele, será ainda maior nas regiões onde o peso desse pagamento é maior na economia regional.

“O impacto da queda será diluído de setembro a dezembro. E muitos beneficiários, ao que parece, só receberão uma, duas, ou no máximo 3 parcelas. Só os primeiros receberão 4 parcelas”, finaliza o economista.