Reconta Aí – Atualiza Aí IBGE: 14 milhões de brasileiros desempregados

IBGE: 14 milhões de brasileiros desempregados

Cresce o número de desempregados no Brasil segundo a Pnad-Covid 19, divulgada hoje pelo IBGE.

Enquanto o País se mobiliza com as piadas sobre os R$ 30 mil nas nádegas do vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM/R), a situação do mercado de trabalho piora a olhos vistos.

Na quarta semana de setembro, cerca de 14 milhões de brasileiros estavam desocupados, segundo a Pnad-Covid 19. Dessa forma, o resultado reafirma uma tendência de alta do desemprego com o fim do isolamento social imposto pela pandemia. Na semana anterior, a terceira do mês de setembro, a mesma pesquisa verificou 13,3 milhões de desempregados.

De acordo com Maria Lúcia Vieira, coordenadora da pesquisa: “…mais pessoas estão pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”.

O número de desempregados aumenta.
Imagem: Agência IBGE

Fim do isolamento mostra a cara do desemprego

O aumento do desemprego coincide com o afrouxamento do isolamento social na maior parte dos municípios do País.

A pesquisa aponta que entre a terceira e a quarta semana de setembro, cerca de 2,2 milhões de pessoas deixaram o distanciamento social de lado. O que, ao final, mostra que apenas 31,6 milhões de brasileiros ainda estão em casa.

Já entre os que estão vivendo normalmente, sem nenhuma medida de proteção a si ou aos demais, o número subiu vertiginosamente. No mesmo sentido, aumentou de 937 mil para 7,4 milhões de pessoas na quarta semana de setembro.

Apesar disso, há ainda um número considerável de brasileiras e brasileiros em casa. Mesmo com a queda do número de pessoas com algum sintoma relacionado à síndrome gripal, são 8,3 milhões de pessoas contra 9,1 na semana anterior; sendo que 84,6 milhões de pessoas ainda estão confinadas em casa.

A pressão sobre o mercado de trabalho tende a aumentar ainda mais não só com o fim do isolamento social, mas também com o fim do auxílio emergencial. Com pesquisas mensais a partir de agora, o IBGE, seguirá mostrando o tamanho da crise que muitos ainda não se deram conta de estarem imersos.