Reconta Aí – Atualiza Aí Governo fracassa no apoio a micro e pequenas empresas

Governo fracassa no apoio a micro e pequenas empresas

Mesmo com programas governamentais voltados a micro e pequenas empresas, apenas 15% delas foram de fato beneficiadas.

Programa Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) não foram suficientes. Ou foram mal desenhados para atender as micro e pequenas empresas no Brasil. Principalmente em meio à maior emergência de saúde pública do mundo.

É isso que pode ser inferido a partir dos dados apresentados pelo presidente do Sebrae, Carlos Melles. De acordo com ele, cerca de metade dos pequenos empresários não buscou crédito durante a pandemia. Isso ocorreu, segundo Melles, por causa da grande burocracia exigida na concessão dos empréstimos, mesmo voltados aos pequenos.

Melles prosseguiu, afirmando que da metade dos micro e pequenos empresários que conseguiu juntar os papéis em meio ao tumulto da pandemia, apenas 22% obtiveram o crédito. Ou seja, 85% das micro e pequenas empresas do Brasil ficaram à deriva em meio ao naufrágio da economia.

O evento em que Melles falou aconteceu na terça-feira (13) e foi uma audiência pública da Comissão Mista do Congresso Nacional para a fiscalização das ações contra Covid-19.

Micro e pequenas empresas, imensos desafios

Na mesma linha em que o presidente do Sebrae se manifestou, o Gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, prosseguiu. Ele afirmou que os desafios enfrentados por essas empresas não são o mesmo.

Elas enfrentam diferentes graus de dificuldades regionais, ou dos setores em que atuam. Em comum, têm o fato de empregar a maior parte dos brasileiros. E as dificuldades pelas quais passam afetam diretamente o nível de desemprego.

Esse desamparo aos maiores empregadores do Brasil já gerou consequências. Segundo a última Pnad-C, o Brasil atingiu a maior taxa de desemprego da série histórica. Além disso, e em consequência disso, há hoje cerca de 63 milhões de inadimplentes.

É urgente que o ‘super-ministério da Economia’ desenhe uma forma eficiente de atender pequenos e microempresários, além dos microempreendedores individuais, os MEI. Os grandes têm acesso aos empréstimos em bancos privados e mesmo em Bancos Públicos, mas muitas vezes não dão nenhuma contrapartida social. Já os pequenos movimentam a economia e podem salvar da pobreza, a maior parte dos brasileiros.

Com informações da Agência Senado.