Reconta Aí – Atualiza Aí Entregadores vão a Brasília exigir direitos

Entregadores vão a Brasília exigir direitos

Depois do breque dos apps e outras paralisações, entregadores chegarão terça-feira em Brasília para exigir direitos trabalhistas.

Entregadores vão a Brasília exigir direitos trabalhistas.
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Dessa vez os entregadores chegaram ainda mais longe para exigir seus direitos. Depois de paralisar os serviços nas cidades, entregadores virão de 12 estados do País em caranavanas para Brasília.

O objetivo principal é pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a pautar o Projeto de Lei 1665/2020. Apresentado pela bancada do Psol, o PL dispõe sobre direitos emergenciais aos entregadores durante a vigência da pandemia de Covid-19.

A caravana terá dois momentos principais na capital federal. O primeiro será um ato em frente ao Congresso Nacional e, logo após, conversarão com parlamentares.

Entregadores têm mais reivindicações além das emergenciais

Além do Projeto de Lei emergencial, a categoria dos entregadores busca a conquista de outros direitos. Segurança física e principalmente financeira estão na ordem do dia. Contudo, elas não são novas. Eles pedem aumento no valor mínimo pago por entrega efetuada, aumento do valor do km rodado, fim dos bloqueios sem justificativas, entre outros.

Apesar de serem trabalhadores, os entregadores não têm vínculos empregatícios nem direitos trabalhistas assegurados. Nesse sentido, pedem fornecimento dos EPIs para lidar com os perigos da pandemia e licença remunerada, caso o entregador seja afastado em decorrência do coronavírus ou acidente de trânsito.

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De acordo com a líder do Psol na Câmara, Sâmia Bonfim (Psol/SP), “Trata-se de garantir o mínimo: remuneração justa, equipamentos de proteção e licença em caso de acidentes e fim dos bloqueios”.

Sâmia Bonfim ainda ressalta o cenário em que todos os trabalhadores estão submetidos no Brasil: “São milhões de brasileiros pobres que encontram nesses serviços, muitas vezes, a única oportunidade de trabalho”, afirma a parlamentar.

Nisso, Sâmia Bonfim está coberta de razão. Apenas na semana de 9 a 15 de agosto, o número de desempregados subiu de 13,3% para 13,6%. Além disso, a Pnad-Contínua apresentou dados de que no mesmo período havia apenas 82,1 milhões de ocupados.

A categoria cresce, e sua voz também. Chegando em Brasília de maneira organizada, os entregadores podem incidir de maneira mais eficiente na garantia de seus direitos.