Reconta Aí Atualiza Aí Dia da Consciência Negra: números confirmam a desigualdade entre negros e brancos

Dia da Consciência Negra: números confirmam a desigualdade entre negros e brancos

Enquanto o Brasil sente os efeitos econômicos do liberalismo, negros e negras estão mais presentes nas faixas de pobreza e extrema pobreza.

No mercado de trabalho, a desigualdade de inserção e ocupação ainda existe e de forma acentuada. Negros e negras enfrentam mais obstáculos para conseguir uma colocação, ganham menos e têm frequentemente inserção vulnerável e frágil. E a pandemia no Brasil acentuou ainda mais essa situação.

Tomando como ponto de partida um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve como base dados da Pnad Contínua de 2019, o Reconta Ai produziu uma série de cards que retratam esta realidade.

Confira!

A população ocupada de cor ou raça branca ganhava em média 73,4% mais do que a preta ou parda. Em valores, significava uma renda mensal de trabalho de R$ 2.884 frente a R$ 1.663, em 2019.

Um dos principais indicadores do mercado de trabalho, a taxa de desocupação foi, em 2019, de 9,3%, para brancos, e 13,6% para pretos ou pardos. Entre as pessoas ocupadas, o percentual de pretos ou pardos em ocupações informais chegou a 47,4%, enquanto entre os trabalhadores brancos foi de 34,5%. O resultado reflete a maior participação dos pretos e pardos em trabalhos característicos da informalidade.

Entre as pessoas abaixo das linhas de pobreza do Banco Mundial, 70% eram de cor preta ou parda, enquanto a população que se declarou com essa característica era de 56,3% da população total. A pobreza afetou ainda mais as mulheres pretas ou pardas.

Na faixa de 18 a 24 anos de idade, 35,7% dos jovens brancos frequentavam ou já haviam concluído o ensino superior em 2019. Entre os jovens pretos ou pardos, esse percentual era de apenas 18,9%.