Reconta Aí Atualiza Aí Banco do Brasil Caixa 36º Conecef: “Defesa dos Bancos Públicos é crucial”, diz Belluzzo

36º Conecef: “Defesa dos Bancos Públicos é crucial”, diz Belluzzo

bancos públicos

A importância dos Bancos Públicos na retomada do crescimento brasileiro após a crise causada pela pandemia do coronavírus foi defendida pelo economista e professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo.

“Não há nenhuma possibilidade da economia brasileira decolar sem um setor financeiro e um setor bancário fortes. Nenhuma possibilidade”, explicou o economista ao participar da abertura dos congressos nacionais de bancários da Caixa e do Banco do Brasil, nesta sexta-feira (10).

De acordo com Belluzzo, neste momento a ação do governo brasileiro é muito tímida, insuficiente e pouco organizada. “Isso pode comprometer seriamente a economia brasileira. Os debates fora do Brasil se apegam à ideia de que consertar o passado condenado pela pandemia exige uma ação muita enérgica pronta e abrangente”, ressaltou.

Como exemplo, Belluzzo citou o auxílio emergencial que, se prolongado até dezembro, o governo teria um déficit de R$ 140 bilhões, mas sustentaria a renda da população.

Ao falar sobre a política de crédito, o economista explicou que se o País não tiver uma coordenação pública, os bancos não vão emprestar dinheiro.

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Direitos aos trabalhadores

Durante a sua fala, a presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, mencionou que a Campanha Nacional dos Bancários tem como objetivo a renovação da convenção de trabalho da categoria.

“Acordos coletivos de trabalho são extremamente importantes para garantirmos nossos direitos. A mesa única traz uma série de benefícios pois ela que nos dá força. E mesmo no meio da pandemia, precisamos estar juntos. Por isso o lema é ‘a distância não nos limita’”, frisou.

“Não mexa no meu companheiro”

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sérgio Takemoto, aproveitou a oportunidade para mencionar a importância do filme “Não mexa no meu companheiro”.

“Tivemos 110 companheiros demitidos por fazer greve e, mais importante, ficaram um ano sendo sustentados pelos funcionários da Caixa. Após um ano, esses empregados conseguiram reverter e voltar pra Caixa”, explicou.

Takemoto também falou sobre a importância de defender os Bancos Público. De acordo com ele, nem todo o trabalho fantástico realizado pelos empregados da Caixa durante essa pandemia afasta a ideia de privatização das empresas.

“Então não podemos permitir que esse governo continue atacando os nossos direitos, continue atacando o serviço público e continue pensando em privatização mesmo nessa pandemia. A Caixa é do povo brasileiro. Por tudo isso, nós temos que lutar e resistir”, finalizou o presidente da Fenae.

Resistência dos trabalhadores

Em sua apresentação, o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Dionísio Reis, frisou que os trabalhadores estão resistindo aos governos que retiram direitos e que atacam as pessoas.

“Nós, empregados da Caixa, trabalhadores bancários, estamos em um ano de resistência e vamos construir uma pauta de reivindicação”, alertou Reis.

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga, também esteve presente na abertura do evento e ressaltou a importância dos funcionários terem unidade para defender os Bancos Públicos.

“Os bancos públicos atuam em áreas que os bancos privados não querem atuar. E não querem atuar por uma visão de lucro imediata que interfere diretamente na população que mais necessita. Isso a gente não pode aceitar”, alertou.

Acompanhe a transmissão: