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Covid-19 em frigoríficos brasileiros leva à suspensão de exportações

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A disseminação do novo coronavírus entre trabalhadores de frigoríficos brasileiros levou à suspensão de parte das exportações do setor para um dos nossos principais parceiros comerciais: a China.

O país asiático vedou temporariamente a compra de produtos de seis plantas de cinco empresas brasileiras. A suspensão abala uma dinâmica do comércio internacional que, apesar da crise, vinha crescendo.

De janeiro a junho de 2020, a China importou 365 mil toneladas de carne bovina brasileira, o que representa um crescimento de 148% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As seis plantas afetadas pela decisão chinesa estão localizadas nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil. As restrições chinesas começaram a ser impostas a partir do fim de junho.

As unidades impactadas são das empresas Minuano e BRF, cada uma com uma planta em Lajeado (SC); JBS, com as unidades de Passo Fundo (RS) e Três Passos (RS) suspensas; a planta da Marfrig em Várzea Grande (MT) e a unidade da Agra em Rondonopólis, também no Mato Grosso. Entre as seis unidades há produção não só de carne bovina, mas também de carne de suínos e de aves.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou na segunda-feira (6) que busca a reversão das suspensões junto às autoridades chinesas. Segundo a Pasta, a intenção é levar a China garantias de que os frigoríficos respeitam normas sanitárias.

Parte dos frigoríficos suspensos pelos chineses, entretanto, já vinha enfrentando problemas com o Ministério Público do Trabalho, cujos integrantes aventam a hipótese de que o setor é um dos vetores da interiorização da Covid-19, e com a Justiça trabalhista. A unidade da JBS em Passo Fundo, por exemplo, chegou a ser fechada por determinação judicial em maio, sendo reaberta posteriormente.