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Coronavírus: Cuidado com golpes no WhatsApp e redes sociais

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Cuidado! Todos estão sujeitos a receber mensagens no WhatsApp e nas redes sociais com links que são direcionados para o roubo de dados pessoais

O tema coronavírus tomou conta de todo o mundo. As informações sobre o assunto estão na palma da mão do brasileiro: no celular. Mas nem tudo o que se recebe por e-mail, WhatsApp e redes sociais é confiável.

Não estamos falando em fake news. Estamos falando sobre roubo de dados pessoais.

Golpistas estão usando a seu favor a vontade da população em saber tudo sobre o coronavírus. De acordo com o dfndr, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, 19 tipos de golpes e seis aplicativos maliciosos estão utilizando a pandemia e a quarentena como pretexto para atrair a população, atingindo mais de 2 milhões de brasileiros.

O advogado Rafael Faben, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados Pessoais, revela que em janeiro deste ano eram 16 mil domínios – endereços de sites – em todo o mundo, com o termo coronavírus, e agora já são mais de 300 mil. “80% desses domínios são realmente de sites que estão tratando do tema de forma correta, mas 20% deles são considerados suspeitos ou maliciosos”, alerta.

Todos estão sujeitos a receber mensagens no WhatsApp e nas redes sociais com links que são direcionados para o roubo de dados. Faben explica que os golpes chegam ofertando informações sobre a pandemia ou até mesmo doação de álcool em gel. Além disso, eles podem vir de qualquer parente ou amigo que não sabe o que está compartilhando.

“A pessoa clica no link e pode ser direcionada para um site falso que solicita preenchimento de informações pessoais ou então, somente ao clicar no link, os dados já são roubados automaticamente”, acrescenta o advogado.

Onde os dados são usados?

Os golpistas usam os dados roubados de várias formas. Uma delas, muito usada recentemente aqui no Brasil, é o apelo para que os contatos pessoais existentes no celular clonado paguem contas ou façam transferências bancárias. Nesse formato, os bandidos clonavam o whatsapp e pediam socorro financeiro, se passando pelo próprio dono da linha telefônica.

Outra prática muito utilizada pelos golpistas é entrar em contato com a vítima pedindo dinheiro para que os dados não sejam divulgados. Uma espécie de pagamento de resgate pelos dados sequestrados.

Mas também pode acontecer das informações roubadas serem usadas muito tempo depois, em aplicação de golpes na praça. Mais uma dor de cabeça para a vítima.

O que fazer depois que os dados foram roubados?

Faben explica que a vítima precisa se resguardar nessas situações realizando um boletim de ocorrência informando a data em que foi acessado o link malicioso. “O boletim de ocorrência é um mero comunicador do fato para que a vítima tenha seus direitos preservados”, informa.

De acordo com o advogado, além do boletim de ocorrência, a vítima precisa comunicar à operadora de celular para que ela possa tomar todas as medidas de segurança necessárias. “Também é necessário fazer contato com o banco, já que os aplicativos dos bancos estão em nossos aparelhos”.

Por fim, o advogado recomenda alterar as senhas das redes sociais, do email e dos demais aplicativos que estão no celular ou no computador.

Não caia em golpes no WhatsApp

Para evitar cair em golpes, Faben diz que “é muito importante que as pessoas parem de acessar todo e qualquer link que promete informações milagrosas”.

Siga algumas dicas do advogado:

  • Procure saber se o link recebido no WhatsApp de fato existe;
  • Pesquise na internet se aquele link está sendo usado de forma idónea ou não;
  • Nenhum site sério solicita dados pessoais – como dados do catão crédito – para o envio de informações;
  • Tenha calma, cautela e cuidado redobrado