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Caixa vai ampliar linha de microcrédito

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Banco estuda dar um novo rumo à Caixa Crescer – especializada em microcrédito – e fechar novas parcerias. Atualizações devem entrar em vigor ainda este ano

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

As mudanças dentro da Caixa não param de acontecer. Agora o governo está organizando uma reestruturação na área de microcrédito do Banco Público. Isso inclui dar um novo rumo à Caixa Crescer, especializada no produto, e fechar novas parcerias. O esperado é que 20 milhões de novos clientes aceitem a proposta, que deve ter uma taxa de juros 2% menor ao mês.

Durante evento em São Paulo, na última quarta-feira (29), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, explicou que o microcrédito não atingiu os objetivos alcançados e por isso passará por modificações. “O microcrédito não foi eficiente neste meu primeiro ano”, afirmou.

Segundo ele, a operação da Caixa Crescer, que deveria operar com o produto, não está funcionando adequadamente. “Existe uma empresa que na teoria faria isso [o microcrédito], que é a Caixa Crescer, que é um problema. É uma empresa que faria essa operação, mas não faz”, explicou.

Para expandir as ações financeiras, a Caixa vai fechar parceria com outras empresas do mercado financeiro. Na última semana, Guimarães esteve na Índia conhecendo empresas do setor. O País tem uma das maiores operações de microcrédito do mundo.

Crédito Amigo

Ainda não se sabe como funcionaria a proposta. Mas o presidente disse estar estudando a possibilidade de um serviço similar ao CrediAmigo, oferecido pelo Banco do Nordeste (BNB). “Não podemos olhar o crédito pelo crédito, porque se faz junto um microsseguro, a rentabilidade do Banco é muito maior”, disse Guimarães ao jornal Valor Econômico.

O jornal ressalta que a rede de lotéricas poderia ser usada para a operação. “Clientes do Crédito Amigo usam a lotérica para pegar dinheiro. Como não tenho o microcrédito, eu ganho zero. E um dos maiores fundings do BNB é a Caixa, então por que não faço parceria com eles? Não precisa ser uma coisa só nossa”, destacou Guimarães ao jornal.

As atualizações devem entrar em vigor ainda este ano e a expectativa é de atingir mais de 1 milhão de pessoas até 2023.