Reconta Aí – Atualiza Aí Bolsonaro defende privatizações e teto de gastos após debandada na equipe econômica de Paulo Guedes

Bolsonaro defende privatizações e teto de gastos após debandada na equipe econômica de Paulo Guedes

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O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira (12) a continuidade das privatizações e a manutenção do teto de gastos, que congelou por vinte anos os investimentos no país, após a debandada ocorrida na equipe econômica na terça-feira (11).

O termo “debandada” foi utilizado pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, após anunciar o pedido de demissão de dois secretários: Salim Mattar (Desestatização e Privatização) e Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital).

Segundo Guedes, ambos estavam insatisfeitos com o ritmo político das ações em suas respectivas áreas. “A nossa reação à debandada que aconteceu hoje é acelerar as reformas. Nós vamos privatizar, nós vamos insistir nesse caminho, nós vamos lutar”, disse o ministro.

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O chefe da equipe econômica citou como possibilidades de entrega à iniciativa privada Eletrobras, Correios, Docas de Santos e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que “nosso norte continua sendo a responsabilidade fiscal e o teto de gastos”.

A mensagem do presidente é um aceno a Guedes, defensor da manutenção do teto, e uma manifestação de rejeição às pretensões dos ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freiras (Infraestrutura).

A sinalização também fio recebida como uma espécie de garantia de que o ministro da Economia, cuja saída chegou a ser insinuada no meio político, continuará no Planalto.

Ambos, com apoio de militares que compõem o governo, defendiam um pacote de R$ 35 bilhões para obras de infraestrutura como resposta aos efeitos econômicos da crise da pandemia.

O conjunto de medidas, entretanto, levaria à necessidade de revisão, ou ao menos flexibilização, do teto de gastos. O governo chegou a preparar uma consulta ao Tribunal de Contas da União para debater possíveis alternativas. O “acordo” dentro do governo, entretanto, fechou o pacote para obras em apenas R$ 4 bilhões.