Reconta Aí – Atualiza Aí Boletim Focus: A montanha-russa da economia brasileira

Boletim Focus: A montanha-russa da economia brasileira

Boletim

Boletim Focus mostra que a previsão do PIB brasileiro para 2020 segue negativa, fechando o ano em -5,77%. Entenda!

As previsões econômicas para o Brasil mais parecem uma montanha-russa. A verdade é que a pandemia do coronavírus piorou drasticamente um cenário que já não ia nada bem. Pessimistas ou não, o que se espera para 2020 não passam de previsões.

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Tanto que o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), está levemente mais otimista. Ainda assim, projeta um Produto Interno Bruto (PIB) negativo para 2020, fechando o ano em -5,77%.

Já para os próximos anos, o pessimismo dá lugar a um grande otimismo. De acordo com os economistas, o PIB em 2021 deve ser de 3,50%, enquanto que para 2022 e 2023, as estimativas continuam em 2,50%.

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Dólar

Nas últimas semanas, o boletim vem prevendo uma taxa de câmbio estável. De acordo com os economistas, a cotação do dólar deve ficar em R$ 5,20 para o fim deste ano.

Para 2021, a previsão fica em R$ 5,00. No entanto, 2022 e 2023 devem fechar com o câmbio valendo R$ 4,80.

Selic

A taxa básica de juros, mais conhecida como Selic, é usada pelo governo para alcançar a meta de inflação. Com essa taxa mais baixa, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Na edição desta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 2% ao ano.

Entretanto, as previsões para os próximos anos seguem estáveis. Em 2021, a taxa deve ficar em 3%; 2022 em 5%; e 2023 em 6%.

Inflação

De acordo com o Boletim Focus, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 sofreu uma queda e deve fechar o ano em 1,67%.

Para 2021, a estimativa de inflação se manteve em 3%. No entanto, em 2022 e 2023 ela deve ficar mais alta, sendo 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A previsão fica abaixo do centro da meta de inflação, de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.