Reconta Aí Atualiza Aí Banco do Brasil 31º CNFBB: “O Governo não está nem um pouco preocupado com os empregos”, diz Juvandia

31º CNFBB: “O Governo não está nem um pouco preocupado com os empregos”, diz Juvandia

CNFBB

Ao participar do painel “O Banco é dos brasileiros!”, durante o 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), neste domingo (12), a presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, falou do descaso do Governo Federal com a sociedade neste momento de crise.

De acordo com ela, as pequenas empresas estão precisando de crédito, mas o que se vê é uma ausência da atuação dos bancos privados. “O Governo primeiro socorreu os bancos e protegeu o sistema financeiro para depois, e muito tempo depois, proteger as pessoas”, explicou.

Juvandia analisou que o Governo não está preocupado com os empregos, já que ele não ajuda as pequenas e médias empresas. “Isso é o que se esperava de um Governo e é o que estão fazendo em todo o mundo: socorrendo as pessoas, as pequenas e médias empresas e garantindo a vida”, alertou a presidente da Contraf-CUT.

Crise política e econômica

O economista Murilo Francisco Barella destacou – durante o painel no CNFBB – que o País já estava em uma crise e, logo depois, veio a pandemia do coronavírus, gerando uma paralisação econômica.

“Essa crise é política, com uma imposição de um modelo econômico que não está na Constituição. E essa posição política está gerando uma crise econômica”, disse.

Para Barella, a mudança de modelo econômico imposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi compreendida pelos agentes econômicos. “Esse modelo não é adequado. Seja pela fragilidade desse modelo, seja pela incapacidade de comunicar e implementar”, explicou.

A inconsistência desse modelo econômico vai empurrar a crise por muito mais tempo, algo comparável com a própria crise de 29, de acordo com o economista.

Barella alertou ainda que a chave para a superação da crise é a concessão de crédito aos pequenos e médios empresários. “Vai ter que injetar dinheiro para a economia reagir. Conceder crédito com prazos, carências e juros adequados. Isso irriga a economia”, disse.

O diretor executivo da Previ, Marcel Barros, acrescentou que, no fim das contas, são os Bancos Públicos que vão trazer sustentação para os projetos que realmente trazem riqueza e igualdade de condições para o povo brasileiro.

Papel social do Banco do Brasil

Durante a sua explanação no CNFBB, o presidente da Unisol Brasil, Leonardo Pinho, destacou a importância de defender uma agenda de desenvolvimento nacional.

De acordo com ele, a privatização do Banco do Brasil, que é uma instituição lucrativa e premiada, é um “entreguismo aos interesses do mercado financeiro internacional”.

Pinho explicou como a Fundação do Banco do Brasil é importante para financiar vários programas de inclusão social no País. Como exemplo, ele citou projetos que incentivam a agroecologia e também a reciclagem de materiais.

Sobre o microcrédito, Pinho lembrou que em 2019 o Banco do Brasil fechou mais de 120 mil contratos de microcrédito. Além disso, a instituição é a maior financiadora da agricultura familiar.

“Quando a gente fala de um Banco Público, de um banco a serviço do povo brasileiro e do seu desenvolvimento, é disso que nós estamos falando. Um banco que investe e gera fluxo econômico, junto com cooperativas e empreendimentos da economia solidária”, finalizou.