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Atuação de bancos públicos é questionada por ex-ministro da Fazenda

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BNDES

Para o ex-ministro do Planejamento e da Fazenda, e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, a gestão do governo de Bolsonaro vem privatizando, ainda que de maneira não oficial, os bancos públicos.

A crítica do ex-ministro é corroborada por uma série de especialistas, dentre eles, Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa. Em muitas oportunidades, Rita Serrano afirmou que a estratégia de "fatiamento" da Caixa - a transformação de setores estratégicos dos banco público em subsidiárias - era uma forma de privatização "branca".

À revista Veja, Mantega criticou a atuação do BNDES na atualidade. O ex-ministro relembrou que nas gestões anteriores, o BNDES chegou a oferecer R$ 230 bilhões em crédito durante o governo de Dilma Rousseff. Segundo Mantega, "hoje em dia, ele está emprestando 50 bilhões, 60 bilhões de reais, ou seja, uma cifra irrelevante", disse.

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Caixa e Banco do Brasil

Além do BNDES, Mantega ainda fez críticas à condução da Caixa e do Banco do Brasil. Segundo ele, ambos os bancos têm atuado somente visando lucro. "O Banco do Brasil só visa lucro, cobra taxas de juros tão elevadas quanto as dos bancos privados, a Caixa Econômica a mesma coisa. Então, eles privatizaram a gestão desses bancos".

O Banco do Brasil registou um lucro líquido de R$ 21 bilhões, uma alta de 51% em relação ao mesmo indicador em 2020. Já a Caixa acumulou um lucro líquido de R$ 17,3 bilhões em 2021, com aumento de 31,1% em relação ao ano anterior.

Apesar disso, sindicatos e associações de bancários vêm denunciando as demissões, a sobrecarga dos trabalhadores. O que gera um atendimento menos satisfatório para os clientes.