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Atividade econômica recua 1% em agosto, indica Monitor do PIB-FGV

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PIB

A atividade econômica registrou recuo de 1% em agosto em relação ao mês anterior, conforme levantamento Monitor do PIB-FGV, divulgado hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com agosto do ano passado, a economia cresceu 4,4%.

Em termos monetários, a estimativa é de que no acumulado do ano até agosto de 2021, em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em R$ 5,680 trilhões. O PIB é a soma dos bens e dos serviços produzidos no país.

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Cláudio Considera, a economia brasileira continua em trajetória de recuperação em relação à forte queda de 2020 causada pela pandemia da covid-19.

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Pandemia

O Ibre explica que por conta da influência da pandemia da covid-19 nos fatores sazonais de 2020, foi realizado no relatório um exercício adicional com relação a série com ajuste sazonal.

Ainda de acordo com o Ibre, alguns institutos de estatística internacionais estão analisando esses impactos e, “por essa razão, além do ajuste sazonal habitual que contempla o período de janeiro de 2000 a agosto de 2021, foi realizado adicionalmente o ajuste sazonal para 2020 e 2021 considerando os fatores sazonais referentes a 2019 e o fator calendário corrente”.

O Instituto ressalta que os resultados - conforme os pesquisadores - mostram que, se forem utilizados os fatores sazonais da série do PIB do período de 2000 até 2019, a taxa de variação em agosto de 2021 aponta para queda de 2,3%, inferior à de 1% observada considerando todo o período de 2000 até agosto de 2021.

“Esses resultados sugerem que as taxas ajustadas sazonalmente devem ser analisadas com cautela, pois a pandemia pode ter influenciado os fatores sazonais não apenas por razões econômicas como também estatísticas”, indicou o relatório.

Consumo das famílias

O consumo das famílias subiu 6,5% no trimestre móvel terminado em agosto, se comparado ao mesmo período do ano passado. O resultado foi influenciado pelo crescimento de 9,8% nos serviços. Na série com ajuste sazonal, o consumo das famílias avançou 1,9% no trimestre móvel de junho a agosto, em relação ao concluído em maio.

FBCF

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa os investimentos, cresceu 18,5% na comparação ao mesmo período do ano passado. Na série ajustada sazonalmente, a FBCF registrou recuo de 3,5% no trimestre móvel de junho a agosto, na comparação entre março e maio.

Taxa de investimento

Em agosto de 2021, a taxa de investimento ficou em 17,6%, na série a valores correntes. “Esse resultado apresenta uma taxa de investimento abaixo da taxa de investimento média mensal considerando o período desde 2000”, indicou a análise.