Reconta Aí Atualiza Aí Banco do Brasil Atendimento aos clientes será prejudicado pela reestruturação do Banco do Brasil, alerta Fukunaga

Atendimento aos clientes será prejudicado pela reestruturação do Banco do Brasil, alerta Fukunaga

Reestruturação do Banco do Brasil preocupa os funcionários; clientes podem ser prejudicados.

João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, alerta que não só os trabalhadores do BB estão em risco com a reestruturação do Banco, mas também seus clientes.

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Empresa centenária, o Banco do Brasil atua como indutor do desenvolvimento econômico e social, em áreas onde muitas vezes bancos privados não têm interesse. Com a reestrutuação já anunciada, haverá menos postos de atendimento e menos funcionários capacitados.

Além do desmonte do Banco Público, que afeta diretamente à população, os funcionários também serão atingidos. O plano é extinguir a função de Caixa Executivo, revertendo os trabalhadores nessa função a escriturários – que é a carreira de entrada no Banco do Brasil.

Brasil, funcionários e clientes perdem

Confira abaixo o que João Fukunaga disse ao Reconta Aí sobre os principais problemas da reestruturação do Banco do Brasil.

Reconta Aí: Como ficará o atendimento aos clientes do BB com a demissão de tantos funcionários e o fechamento de agências?

João Fukunaga: O atendimento será muito prejudicado porque além de fechar agências de atendimento à população, o Banco está fechando locais que atendem ao agricultor, principalmente o pequeno, da agricultura familiar, que fornece os alimentos para as cidades.

E o Banco do Brasil empresta 55% do crédito para agricultura familiar, então, com certeza fechar agências no interior prejudica a nossa alimentação, além da economia.

Por outro lado, essa lógica de fechar o Banco Público vai contra qualquer bom senso do manual de administração econômico porque se perceber que o Banco do Brasil empresta via Pronampe para micro e pequena empresa com juros mais subsidiados, a gente verifica que é para essas empresas que o banco empresta, que geram empregos diretos.

Reconta Aí: Qual é o perfil dos clientes que o BB deixará de atender com excelência depois da reestruturação?

João Fukunaga: O perfil ficou bem claro: das pessoas carentes, do trabalhador carente, de baixa renda, que não tem acesso às redes sociais, ao mecanismo digital, até por uma questao financeira, esse abismo financeiro, essa desigualdade social que a gente vive no Brasil. Então, elas serão afetadas e consequentemente o agricultor familiar, as micro e pequenas empresas. É um efeito em cascata essa reestrutuação.

Infelizmente, é a postura do banco, é uma elitização porque deixa de atender a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, anuncia 14 novos escritórios que atendem o agronegócio, que já é um mercado competitivo e abastecido pelo BNDES.

É importante, mas vamos olhar para a questão da agricultura familiar, que abastece o mercado interno ou mesmo as pequenas e médio empresas que geram empregos fundamentais.

Reconta Aí: A diretoria do Banco do Brasil já avisou quais serão as agências e postos de atendimento fechados?

João Fukunaga: É obrigação do Banco ter que divulgar isso para a sociedade e para a população. O que nós conseguimos verificar é que alguns levantamenteos de sindicatos mostram cidades que estão fechando e as dificuldades das pessoas.

Reconta Aí: Ao contrário de rumores da semana passada, o presidente do BB segue em seu cargo. Você acredita que esse seja um indicativo de que a privatização do Banco é o objetivo final?

João Fukunaga: Depois dessa onda de vai, fica em relação ao Brandão, uma coisa que as pessoas não discutiram: não importa o presidente, o que importa é impedir a reestruturação e isso não está ocorrendo. A reestruturação pode ter dois entendimentos: um ataque imediato aos funcionários do Banco do Brasil, pois é um crime o que estão fazendo com eles, desestrutrando famílias, e ao mesmo tempo um ataque ao Banco Público, em precarização do atendimento e a retirada da participação do Banco no mercado.

Então, nesse sentido, pouco importa o presidente do Banco. É uma política de governo e é nisso que nós temos que nos ater e atacar. Essa precarização, essa diminuição do papel do Banco Público leva com certeza à privatização do Banco do Brasil, a mercantilização. Então, a gente precisa defender o Banco Público sim para atuar em locais que, por exemplo, os bancos comerciais não atuam. É isso que a gente precisa fortalecer.

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