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Arrecadação federal aumenta, mas INSS tem corte de R$ 1 bi no orçamento

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corte previdência

O resultado divulgado pela Receita Federal na terça-feira (25) mostra que a União alcançou um recorde histórico de arrecadação em 2021: R$ 1,878 trilhão. Contudo, ainda assim, o Governo Federal vem realizando cortes em áreas sensíveis da máquina pública, com destaque ao Instituto Nacional do Seguro Social. Em 2022, o INSS sofrerá uma perda de R$ 988 milhões para as suas operações.

O Orçamento de 2022 - aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional - foi sancionado nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro com cortes; dentre eles, na verba destinada ao INSS.

Segundo especialistas da Dataprev que atuam na Campanha Salve Seus Dados, esse corte pode gerar diversos prejuízos tanto ao órgão público quanto aos cidadãos. Um exemplo dado por um dos funcionários da Dataprev foi o atraso na concessão de benefícios:

"Aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, auxílio-doença entre outros benefícios podem ter sua concessão afetada pelo corte de orçamento. Além disso, apesar da Dataprev ser uma empresa pública cujo maior compromisso é com o Estado e com os cidadãos - não vai parar de atender o INSS em caso de inadimplência, como já ocorreu no passado - a realização de investimentos é necessária para o correto funcionamento tecnológico. E a falta de dinheiro pode comprometê-los".

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Além das questões tecnológicas, situações muito mais corriqueiras afetam os servidores e podem piorar ainda mais as condições de atendimento ao público nas agências do INSS.

Ao UOL, a diretora da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Viviane Peres, afirmou que o corte pode inviabilizar o pagamento dos terceirizados, que atualmente cuidam da limpeza e segurança das agências, o que culminaria com o fechamento delas.

No mesmo sentido, Max Leno de Almeida, técnico do Dieese, lembra que os trabalhadores tiveram importantes modificações nas questões previdenciárias nos últimos anos.

"E estão verificando de que maneira isso interferiu nas suas vidas pessoais. E isso requer que o INSS pudesse ter um quantitativo maior de servidores", alertou. Almeida aponta que a carência crônica de servidores junto à redução do orçamento de 2022 será muito negativa para o órgão e para a população que procura os serviços.