Pular para o conteúdo principal

Área de Cerrado desmatada em 2022 é quase do tamanho do Catar

Imagem
Arquivo de Imagem
desmatamento

Mais um péssimo índice de meio ambiente foi divulgado nesta semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - e a vítima da vez é o Cerrado. Em 2022 a taxa de desmatamento do bioma aumentou 25%, tendo como estados campeões na devastação o Maranhão e Tocantins.

A taxa de devastação foi a maior em seis anos e correspondeu a 10.688,73 km² de vegetação nativa derrubada. A área é quase do tamanho do Catar, país que sedia a Copa do Mundo.

Leia também:
- Projeto de Lei que veta greve de bancários é retirado de pauta
- Feliz Aniversário: Ex-presidenta Dilma Rousseff é parabenizada em redes sociais

Segundo os especialistas do Observatório do Clima (OC) - maior rede de organizações de defesa do meio ambiente do Brasil - as regiões mais afetadas correspondem a areas de expansão do agronegócio conhecida como Matopiba. Maranhão, Tocantins, Bahia e Piauí foram responsáveis por 71% do desmatamento do Cerrado em 2022. Os quatro estados tiveram forte aumento na taxa de desmatamento com aumento de 104% no Piauí; 54% na Bahia; 24% no Maranhão e no Tocantins.

Na ponta oposta, dos 13 estados que possuem áreas de Cerrado, apenas dois tiveram redução no desmatamento: Rondônia e Mato Grosso. Porém, a redução foi muito pequena e insuficiente para puxar o indicador para baixo, 0,12% e 6,94%, respectivamente, do total devastado.

Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, explicou: “Assim como na Amazônia, o desmatamento no Cerrado não parou de crescer, mais uma cortesia do desmonte ambiental do governo que se encerra".

No mesmo sentido, Astrini prosseguiu: "No Cerrado, a situação é preocupante porque o bioma já foi proporcionalmente mais devastado que a Amazônia. A maior parte do desmate ocorre em áreas privadas, e mesmo assim tem indícios de ilegalidade, segundo dados do MapBiomas. Estamos demolindo a caixa d’água do país, e nem as empresas de commodities, nem os mercados consumidores parecem incomodados com isso”.