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Análise crítica do balanço confirma essencialidade do BB para o País

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Foto: Fernando Bizerra/Agência Senado

Mas a desestruturação que vem ocorrendo nos últimos anos coloca em risco a atuação do banco e sua contribuição para o desenvolvimento do país

Por: Contraf-CUT

O terceiro dia de análise dos balanços dos bancos públicos destacou os resultados do Banco do Brasil e os ataques que o mesmo vem sofrendo nos últimos anos e os prejuízos que isso pode causar para o país.

Nádia Vieira de Souza, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ao apresentar os números do Banco do Brasil, reforçou a visão de que a instituição, assim como os demais Bancos Públicos, desempenha um importante papel no desenvolvimento do País, tanto em decorrência da concessão de crédito, principalmente no crédito rural, mas também na execução de programas sociais do Governo Federal.

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“Mas, nos últimos anos, temos visto um ataque sistemático a todos os Bancos Públicos, incluindo o Banco do Brasil. Isso tem reduzido cada vez mais sua atuação”, observou a economista. “Mas, mesmo com esses ataques, a participação do BB no total de crédito fechou 2020 em 19,4%, com peso ainda maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, completou.

A representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB (Caref), Débora Fonseca, ressaltou a capilaridade do Banco do Brasil.

“A presença do BB é muito marcante em muitos municípios, principalmente naqueles onde ele é o único banco da cidade. E em muitos deles essa relação de proximidade com os agricultores contribui com a atuação junto ao agronegócio. Com o fechamento de agências abre-se espaço para as cooperativas de crédito”, disse.

Banco do mercado

Débora Fonseca, também apontou a dubiedade do discurso do novo presidente do banco, Fausto Ribeiro. “Se por um lado em carta aos funcionários o novo presidente fala de valorização dos funcionários em outros momentos focou sua fala no retorno aos investidores”.

A Caref do BB lembrou, ainda que as devoluções de recursos para o Tesouro Nacional por meio dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD) pode trazer prejuízos para o banco e sua atuação de fomento ao desenvolvimento e, consequentemente para o país. 

Geração de empregos

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga fechou o debate. Em sua fala ele destacou a importância do Banco do Brasil para a geração de emprego.

“O Banco do Brasil sempre foi um importante ator no segmento de crédito para as micros e pequenas empresas, que são as que mais geram emprego no país. No ano passado, se não fosse o BB, teríamos um número ainda maior de fechamento de empresas, que receberam recursos do governo para conceder crédito a estas empresas, mas se esconderam com medo do calote. Foi o BB quem, mais uma vez, fez este serviço”, disse, ao lembrar dos dados apresentados pela economista do Dieese, que apontam que o BB foi o responsável por 25,6% do crédito às MPEs em 2020.

Mais debate

A semana de análise crítica sobre os bancos públicos será encerrada nesta sexta-feira (16), a partir das 19h, com um debate, que será transmitido ao vivo, sobre a autonomia do Banco Central, com a participação do deputado federal Pedro Uczai (PT/SC), da presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, do presidente da Fenae, Sergio Takemoto, e do Economista Sergio Mendonça.

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