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Ampliação do saque do FGTS será votada hoje na Câmara

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Imagem do site Recontaai.com.br

A Medida Provisória 946/20, que permite o saque de até R$ 1.045,00 do FGTS, está na pauta de votações da Câmara dos Deputados hoje.

O governo trabalha para que o trabalhador quebre seu cofrinho e saque o FGTS.

Entre idas e vindas de possíveis planos econômicos para lidar com a crise econômica e a falta de empregos, o governo tentará novamente a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores.

Para tanto, planeja a liberação de até um salário mínimo para trabalhadores que têm essa quantia disponível. O fundo foi criado como uma economia para o trabalhador utilizar quando desempregado, vítima de doença grave ou mesmo na aquisição de imóveis.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), a política de saques do FGTS pode ter consequências. Elas se dão principalmente em duas frentes: o desequilíbrio do próprio fundo e o comprometimento dos investimentos em saneamento e habitação de interesse social. “O que o governo deveria fazer, como nos outros países, é assumir o custo do combate à crise com recursos do governo, comprando sua própria dívida, injetando dinheiro no mercado, dinheiro novo, sustentando as famílias com baixo poder aquisitivo”, afirma Alexandre Ferraz, técnico do DIEESE.

É fundamental salientar que o FGTS já é do próprio trabalhador, um colchão de amortecimento para tempos difíceis, como já dito anteriormente, o desemprego, doenças graves e aposentadoria. “Ou seja, a medida extraordinária, quando muito, antecipa o desembolso de quantias que poderão fazer falta ao trabalhador, que ficará descapitalizado na eventualidade de uma futura demissão, doença ou compra da casa própria”, explica Ferraz.

A Medida Provisória havia sido aprovada pelo Senado Federal no mês de julho, porém com uma mudança importante. De acordo com o que foi aprovado na Casa Legislativa, os trabalhadores poderiam excepcionalmente movimentar todo o valor que houvesse no fundo. Contudo, a MP ainda não foi consolidada, já que precisa ser aprovada pela Câmara e por sanção presidencial.