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Amazônia: Desmatamento em 2022 atinge 941,3 km²; WWF teme piora da situação

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Desmatatamento Amazônia

A devastação da Amazônia segue em ritmo acelerado em 2022, de acordo com informações divulgadas hoje (8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados foram auferidos por meio do Deter - sistema de detecção de alterações na cobertura florestal da Amazônia - e são referentes ao primeiro trimestre deste ano.

Eles mostram que apenas de janeiro até março foram desmatados 941,3 km², uma alta de 64% se comparado com o mesmo período do ano passado. A área representa um recorde na série histórica - que teve início em 2016 - e equivale ao tamanho da República Democratica de São Tomé e Príncipe.

Especialista teme piora da situação no período de estiagem

Segundo Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil, além do dematamento na Amazônia, o Cerrado também teve um alto nível de destruição: "Foram registrados 516 km2 de desmatamento em março, o maior valor para o mês desde 2019".

No mesmo sentido, a especialista prossegue: "Com isso, o acumulado de agosto a março deste ano já chega a 2.625 km2, o que é um valor 10% superior ao mesmo período no ano passado [para o bioma predominante no Centro-Oeste]".

Mariana Napolitano conclui com preocupação: "Os próximos meses serão decisivos para determinar o ritmo do desmatamento em 2022, já que são os meses de início da estiagem e, tradicionalmente, de valores mais elevados de conversão em ambos os biomas".