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Alto valor do dólar foi o vilão dos preços dos alimentos, diz Cepea

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Ao contrário do que propagam os que tentam emplacar as narrativas pró-Bolsonaro, o verdadeiro vilão dos preços dos alimentos foi o alto valor do dólar, e não as políticas de distanciamento social. É o que sugere uma pesqueisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da ESALQ/USP.

De acordo com análise feita por pesquisadores da instituição, "os preços dos alimentos foram influenciados fortemente pelo dólar, que acarreta, especialmente, em elevação dos custos de produção e que favorece as exportações do agronegócio". Com isso, a inflação dos alimentos no Brasil chegou a 14,1% no Brasil em 2020 superando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, que foi de 4,52%.

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Entretanto, ainda assim os pesquisadores não descartaram outras influências que colaboraram com o grande aumento dos preços. Segundo o relatório, a mudança de padrão alimentar decorrente da pandemia, o desarranjo das cadeias produtivas e os problemas decorrentes das mudanças climáticas também pesaram na conta dos produtores de alimentos, e consequentemente no bolso dos consumidores.

Outro fator elencado como preocupação em 2020, que pode ser extrapolado para 2021 e 2022, é o aumento do risco-país do Brasil. Analistas do Cepea afirmam que a insegurança do comportanmento impresvisível da instituições e os embates entre os três poderes "afastam os investidores estrangeiros". E ressaltam que este cenário também faz diminuir os investimentos brasileiros.