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Alternativas para o auxílio emergencial surgem pelo País: qual a viabilidade?

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O fim do auxílio emergencial vai deixar milhões de brasileiros sem fonte de renda; municípios brasileiros buscam alternativas para que a população não passe fome.

Maricá (RJ), Belém (PA), Niterói (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF) e outras cidades brasileiras têm buscado alternativas de renda para a população. Isso acontece pois o auxílio emergencial chegou ao fim – ainda que a pandemia e seus efeitos sobre a economia não tenham passado. Nesse sentido, aprofunda-se o risco do aumento da miséria por todo o País.

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Edmílson Rodrigues, prefeito de Belém, é convicto: “É importante que a gente faça essa política o quanto antes, é necessária”, disse, em relação ao projeto Bora Belém, que busca diminuir o número de pessoas vivendo em extrema pobreza na cidade. Para tanto, o novo prefeito implementará uma renda mínima de até R$ 450,00.

A urgência da votação do “Bora Belém” foi aprovada hoje (7) na Câmara de Vereadores da capital paraense – dia em que se comemora a Cabanagem. O programa deve ser implementado até fevereiro.

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“Com o fim do auxílio emergencial, janeiro será um mês muito difícil seja pelas fortes chuvas, com problemas de doenças e saneamento causado pelos alagamentos, seja também por conta da nova onda do novo coronavírus”, afima Rodrigues. Para viabilizar o programa, a prefeitura juntou-se ao governo do estado, fazendo com que mais famílias possam ser atendidas.

A renda mínima paga por municípios faz parte das alternativas viáveis?

O economista, conselheiro e coordenador da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia, Fernando de Aquino, entende que o esforço é louvável, mas que não atende a todos que precisam. “Esse tipo de transferência de renda é papel do Governo Federal”, explicou Aquino.

Entretanto, o economista pondera: “Como o Governo Federal não quer prosseguir, caberia aos estados fazê-lo. Contudo, os estados estão em péssimas condições financeiras. Assim, as prefeituras com uma capacidade financeira maior de investimento tomaram para si a responsabilidade”.

Dessa forma, Aquino acredita que programas como o Bora Belém terão espaço nesse momento pós-auxílio. “Belém é uma das capitais onde há mais pobreza; é importante que haja um complemento para o Bolsa Família“, afirmou.

O auxílio emergencial dinamizou a economia

Assim como o Bolsa Família – criado em 2003, o auxílio emergencial teve um grande impacto na economia: garantiu que ela não registrasse uma queda ainda maior. “Em 2020 os indicadores de pobreza melhoraram bastante, apesar da pandemia, principalmente por causa do auxílio emergencial”, faz questão de mencionar Aquino.

Contudo, o fim do benefício pode gerar uma grande desproteção social. “Mesmo com a economia brasileira voltando a crescer, o crescimento não alcançará a todos”, projeta o economista.

Nesse sentido, Aquino aposta que em 2021 haverá um crescimento na média de 3%. Contudo, insiste nas ressalvas: “Voltaremos a crescer, mas não nos níveis de 2012 e 2013. É um crescimento que será na média, mas não virá para todo mundo”.

“Seria muito bom que o Governo Federal mantivesse o auxílio emergencial, substituindo-o por uma política de renda básica. Ao mesmo tempo, deveria gastar com projetos de infraestrutura para atrair os investimentos do setor privado. Sem isso, o País crescerá lenta e gradualmente e não beneficiará a todos”, conclui.